05 de junho de 2026

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Gaeco investiga esquema de corrupção no sistema prisional de PG


Por Edilene Santos Publicado 05/11/2025 às 14h09 Atualizado 25/02/2026 às 13h16
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Presos
Imagem ilustrativa / Foto: PPPR

Durante as investigações da Operação “A Rede”, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) identificou indícios de um esquema de corrupção no sistema prisional de Ponta Grossa. Segundo o Ministério Público, conversas telefônicas monitoradas com autorização judicial revelaram que membros da organização criminosa – envolvida numa falsa central telefônica que trabalhava para o crime – comprovam benefícios ilegais para detentos, como o uso de celulares durante o trabalho externo e a saída irregular do canteiro de obras.

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (4), ao lado do promotor Antônio Albanez, o delegado Fernando Jasinski detalhou a Operação ‘Muralha de Areia’ e explicou o funcionamento da unidade e o papel dos envolvidos. Segundo ele, a Unidade de Progressão permite que presos realizem atividades externas por meio de convênios entre o Estado e empresas que contratam essa mão de obra, possibilitando a redução da pena.

O delegado afirmou que um servidor terceirizado do Departamento Penitenciário, responsável pela gestão desses trabalhos, teria facilitado irregularidades em troca de pagamento. “Acreditamos que esse servidor permitiu que um dos presos saísse do local de trabalho e tivesse acesso a um celular, mediante o pagamento de valores. Ainda precisamos aprofundar as investigações, mas há fortes indícios nesse sentido”, destacou Jasinski.

Cinco celulares com os presos

Durante a apuração, foram encontrados cinco aparelhos em um canteiro de obras onde trabalhavam oito detentos, o que indica que o benefício ilegal não era restrito a apenas um preso.

O delegado também ressaltou que, mesmo sendo terceirizado, o servidor pode responder pelos mesmos crimes aplicados a funcionários públicos. “Nos termos do Código Penal, quem é contratado pelo Estado para exercer função pública responde como servidor público. Nesse caso, pode responder pelo crime de corrupção passiva”, explicou.

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Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.