18 de julho de 2026

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Força Nacional terá efetivo ampliado após violência no Oeste do Paraná


Por Da Redação com Agência Brasil Publicado 06/01/2025 às 19h19 Atualizado 25/02/2026 às 21h34
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Foto: Cimi/Divulgação

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) determinou um aumento de 50% no efetivo da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), entre os municípios de Guaíra e Terra Roxa, no oeste do Paraná, próximo à fronteira com o Paraguai.

Na noite de sexta-feira (3), quatro pessoas foram feridas a tiros na área, incluindo uma criança atingida na perna, um jovem alvejado nas costas e outros dois homens com ferimentos na perna e no maxilar. As vítimas foram encaminhadas à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Guaíra e ao Hospital Bom Jesus de Toledo.

O Ministério da Justiça informou que a ordem foi restabelecida e que medidas preventivas estão em andamento para evitar novos episódios de violência. O reforço no efetivo da Força Nacional foi anunciado no sábado (4), após a comunicação de um novo ataque na noite anterior.

A Polícia Federal conduz as investigações para identificar os responsáveis pelos disparos, enquanto o policiamento ostensivo é realizado em conjunto com a Polícia Militar do Paraná e a Força Nacional.

Violência no Oeste do Paraná

A violência ocorre na região da Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá. Entidades de direitos humanos criticaram a atuação da Força Nacional, acusando o efetivo de agir com lentidão. Em nota conjunta, organizações como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) questionaram a eficácia das ações de segurança na área. Desde o final de dezembro, os conflitos na região têm se intensificado, incluindo relatos de disparos de armas de fogo, uso de bombas e incêndios em plantações e moradias. As autoridades seguem monitorando a situação para evitar novos episódios de violência.

Força Nacional

Em novembro, a Portaria nº 812 já havia autorizado, por 90 dias, o emprego da Força Nacional em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) na região. Com o risco de novos ataques, equipes de prontidão intensificaram o patrulhamento e a realocação de moradores para áreas mais seguras.

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