Empresário é condenado por morte de mulher trans em PG; corpo nunca foi encontrado

O Tribunal do Júri de Ponta Grossa condenou a quase 22 anos de prisão um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo assassinato de Karla Raphaela Pereira dos Santos, 38 anos, em dezembro de 2020. A vítima era uma mulher transexual que trabalhava como garota de programa.
A sessão de julgamento ocorreu nesta quinta-feira (20) e a pena total fixada foi de 21 anos e 7 meses de reclusão, além de 4 meses e 23 dias de detenção e 31 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsa identidade e furto qualificado. O nome dele não foi divulgado pelo MP.
Novo julgamento
O réu já havia sido submetido a julgamento e condenado pelo Tribunal do Júri há um ano, mas sua defesa recorreu, obtendo a nulidade da condenação, de modo que o denunciado aguardou o novo julgamento em liberdade. Com a nova condenação, ele iniciará imediatamente o cumprimento da pena em regime fechado.
Relembre o caso
Karla foi morta no apartamento do réu e seu corpo ainda não foi encontrado. O Conselho de Sentença acolheu a tese sustentada pela 10ª Promotoria de Justiça, reconhecendo a qualificadora do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Na tentativa de ocultar os crimes praticados, o autor do homicídio e um cúmplice passaram-se pela vítima em troca de mensagens com pessoa conhecida dela, usando o próprio aparelho de telefone celular da mulher assassinada – depois do crime, ainda ficaram com o celular dela. O cúmplice, que teve comprovada a participação nos crimes, foi igualmente denunciado pelo MPPR e condenado, em julgamento realizado em fevereiro de 2024, pelo Tribunal do Júri a pena de seis anos de reclusão em regime semiaberto.
