03 de junho de 2026

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Empresário é condenado por morte de mulher trans em PG; corpo nunca foi encontrado


Por Assessorias Publicado 21/02/2025 às 21h36 Atualizado 25/02/2026 às 20h26
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Foto: Divulgação redes socais - Karla Raphaela Pereira dos Santos

O Tribunal do Júri de Ponta Grossa condenou a quase 22 anos de prisão um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo assassinato de Karla Raphaela Pereira dos Santos, 38 anos, em dezembro de 2020. A vítima era uma mulher transexual que trabalhava como garota de programa.

A sessão de julgamento ocorreu nesta quinta-feira (20) e a pena total fixada foi de 21 anos e 7 meses de reclusão, além de 4 meses e 23 dias de detenção e 31 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsa identidade e furto qualificado. O nome dele não foi divulgado pelo MP.

Novo julgamento

O réu já havia sido submetido a julgamento e condenado pelo Tribunal do Júri há um ano, mas sua defesa recorreu, obtendo a nulidade da condenação, de modo que o denunciado aguardou o novo julgamento em liberdade. Com a nova condenação, ele iniciará imediatamente o cumprimento da pena em regime fechado.

Relembre o caso

Karla foi morta no apartamento do réu e seu corpo ainda não foi encontrado. O Conselho de Sentença acolheu a tese sustentada pela 10ª Promotoria de Justiça, reconhecendo a qualificadora do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Na tentativa de ocultar os crimes praticados, o autor do homicídio e um cúmplice passaram-se pela vítima em troca de mensagens com pessoa conhecida dela, usando o próprio aparelho de telefone celular da mulher assassinada – depois do crime, ainda ficaram com o celular dela. O cúmplice, que teve comprovada a participação nos crimes, foi igualmente denunciado pelo MPPR e condenado, em julgamento realizado em fevereiro de 2024, pelo Tribunal do Júri a pena de seis anos de reclusão em regime semiaberto.

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