16 de julho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Donos de clínica suspeitos da morte de ex-paciente são indiciados por 4 crimes


Por Edilene Santos Publicado 23/06/2025 às 13h47 Atualizado 25/02/2026 às 17h19
Ouvir: 00:00
Ricardo de Oliveira Osinski

Após três meses de investigação, a Polícia Civil anunciou a conclusão da morte do ex-paciente de uma clínica de recuperação em Ponta Grossa. Segundo o delegado Luiz Gustavo Timossi, do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP), a apuração revelou um esquema criminoso envolvendo cárcere privado, desvio de dinheiro e assassinato.

Ricardo de Oliveira Osinski, 40 anos, foi encontrado morto em 26 de março, nas proximidades da Estrada do Alagados.

Três pessoas foram indiciadas: um homem de 51 anos e uma mulher de 54, proprietários da clínica de reabilitação, e um ex-interno da unidade, de 25 anos, que passou a viver com o casal após o tratamento. Ricardo era paciente da clínica e realizava tratamento contra o alcoolismo. Segundo o delegado, a clínica funcionava de forma irregular, sem autorização da Prefeitura.

Segundo a investigação, o crime teve início em 11 de março, quando Osinski sofreu um acidente em uma pousada. Após receber alta médica, ele foi mantido em cárcere privado pelos indiciados, que administraram medicamentos controlados sem prescrição com o objetivo de mantê-lo sedado. Durante esse período, os criminosos realizaram saques e transferências que somaram R$ 143.645,75 das contas bancárias da vítima. O assassinato teria sido ordenado e executado após os autores temerem a descoberta do esquema de desvio financeiro.

O trio foi indiciado por homicídio qualificado, cárcere privado, furto qualificado e associação criminosa. “O somatório das penas máximas previstas para os crimes pode chegar a 45 anos de reclusão”, disse Timossi.

As investigações também resultaram no bloqueio judicial de R$ 46.935,81 das contas da vítima, impedindo a continuidade dos saques, além do congelamento de R$ 31.065,34 em contas pertencentes ao casal e à clínica.

Os três suspeitos seguem presos preventivamente na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa. O inquérito será agora encaminhado ao Ministério Público para o oferecimento da denúncia criminal.

  • Relembre mais detalhes sobre a investigação aqui

*Com Assessorias

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.