Sem voos, a cidade pode perder indústrias, diz presidente da FIEP após mencionar PG

A Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) divulgou na manhã desta segunda-feira (2) os resultados da sondagem realizada anualmente pela entidade para ouvir os empresários do setor. O evento aconteceu no Campus da Indústria, em Curitiba, e também foi transmitido remotamente para a imprensa de todo o Paraná, com participação do Diário dos Campos.
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O levantamento, realizado desde 1995, ouviu um setor que reúne mais de 80 mil indústrias e mais de 1,1 milhão de colaboradores. Dentre os respondentes, 68% representavam micro e pequenas indústrias, 27% falavam por indústrias de porte médio, enquanto 5% representavam grandes grupos industriais.
Dados do levantamento
O levantamento feito a nível estadual mostra que 46% dos empresários acreditam que a economia sofrerá retração em 2026 (3 pontos percentuais a mais que no ano passado) e que o principal motivo do pessimismo é a política nacional (61% dos respondentes) como fatores que podem afetar o setor industrial no PR. Por enquanto, a sondagem não foi divulgada com recortes regionais pela FIEP.
Embora 55% dos respondentes se digam otimistas (55%) quanto ao desempenho de suas indústrias, mão de obra, infraestrutura logística e custos totais de produção aparecem como pontos de pessimismo dos empresários. Segundo a FIEP, 84% dos industriais pretendem investir em seus negócios em 2026. Destes, 59% dizem que vão investir igual ou mais do que no ano passado.
A questão logística
Após a exposição dos dados, o presidente da FIEP, Edson Vasconcelos, e o gerente de desenvolvimento industrial e social, Marcelo Percicotti, responderam perguntas de jornalistas. Logo após mencionar que Ponta Grossa perdeu voos regionais, Vasconcelos disse que “Uma indústria de classe mundial que tenha se desenvolvido em uma cidade do interior, se não tiver voos para receber seus clientes e fornecedores, pode decidir mudar suas operações de lugar”.
Ao longo da explanação, os dirigentes também explicaram que a questão energética é outro gargalo apontado pelos industriais e que o empresariado demonstra pessimismo com a maneira pela qual o Governo Federal administra a economia. Para eles, a economia do Brasil é baseada em gastos, em expansão fiscal e benefícios sociais que aquecem a economia, mas não geram oportunidades de geração de valor agregado e riqueza. Para o presidente, em uma economia como essa, uma hora, “a conta chega”, diz.

