28 de julho de 2026

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Rangel defende reinserção segura de animais urbanos no PR


Por Cícero Goytacaz Publicado 17/03/2026 às 15h03
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Marcelo Rangel na Assembleia Legislativa do Paraná, de perfil, olhando para fora da foto
Foto: Divulgação/Assessorias

O deputado estadual Marcelo Rangel apresentou, na Assembleia Legislativa, um projeto que cria Política Estadual de Reintrodução Responsável de Animais Urbanos à Comunidade no Paraná. A proposta tem como objetivo fortalecer as ações de proteção e bem-estar animal em todo o estado.

O projeto estabelece princípios e normas para o manejo ético de animais urbanos, especialmente cães e gatos, buscando prevenir o abandono e garantir que animais resgatados ou capturados sejam reinseridos de forma segura no ambiente urbano.

Rangel defendeu que a iniciativa surge da necessidade de criar regras mais claras para a atuação do poder público e de entidades envolvidas na proteção animal. “É fundamental que haja critérios técnicos, transparência e responsabilidade no manejo desses animais, garantindo o bem-estar deles e a segurança da população”.

Diretrizes da proposta

O projeto prevê uma série de medidas que poderão ser adotadas pelo poder público estadual, entre elas: programas de castração e vacinação; identificação e registro de animais; campanhas de adoção responsável; ações educativas sobre proteção animal e criação de cadastro de lares temporários para acolhimento de animais resgatados.

Também ficam estabelecidos critérios técnicos para a reintrodução dos animais na comunidade, como avaliação clínica por médico-veterinário, vacinação obrigatória, eventual esterilização, identificação do animal e análise da viabilidade do local de reinserção.

Combate ao abandono e maus-tratos

O texto do projeto também proíbe a soltura de animais em locais diferentes de onde foram encontrados, em áreas de risco ou em condições que comprometam sua saúde e sobrevivência.

Além disso, a proposta permite que o governo estadual firme parcerias com clínicas veterinárias, empresas, universidades e organizações da sociedade civil para ações de manejo, tratamento e controle populacional de animais urbanos.

Na justificativa do projeto, o deputado Marcelo Rangel lembra que o abandono de animais é crime ambiental previsto na Lei Federal nº 9.605/1998 e que as penas para maus-tratos contra cães e gatos foram ampliadas pela Lei Sansão (Lei Federal nº 14.064/2020).

Reconhecimento do animal comunitário

A proposta também reconhece a realidade dos chamados animais comunitários, aqueles que vivem em determinadas regiões urbanas e recebem cuidados coletivos de moradores ou comerciantes.

Para o deputado, a medida ajuda a equilibrar proteção animal, saúde pública e convivência urbana. “A ideia é promover um modelo de manejo mais humanitário e responsável, alinhado às políticas modernas de controle populacional de cães e gatos”, finalizou Rangel. (Com Assessorias)

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Cícero Goytacaz
Cícero Goytacaz

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 2022, repórter de Política do Diário dos Campos. Tem experiência com redação de jornal impresso, sites de notícias, rádio esportivo e transmissões de futebol. Atuou como repórter setorista do Operário Ferroviário Esporte Clube.