02 de julho de 2026

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Projeto do PR apresenta método de fabricação de etanol com sementes de seringueira


Por AEN Publicado 03/10/2024 às 11h38 Atualizado 25/02/2026 às 23h41
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O foco da iniciativa é capacitar os pesquisadores para as diferentes demandas do mercado (foto: SETI/Divulgação)

O Governo do Paraná divulgou os dez finalistas do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), edição de 2024. Os pesquisadores selecionados participarão da última rodada de mentorias e workshops, e receberão um aporte financeiro do Estado no valor individual de R$ 200 mil para impulsionar o desenvolvimento das soluções inovadoras propostas.

A entrega das premiações acontecerá na abertura do evento Paraná Faz Ciência 2024, na próxima segunda-feira (7), em Maringá, no Noroeste paranaense. O foco da iniciativa é capacitar os pesquisadores para as diferentes demandas do mercado, a partir de perspectivas jurídicas, de prospecção de financiamento e aperfeiçoamento das inovações, entre outros temas. Os recursos públicos, que somam R$ 2 milhões, serão aplicados no custeio de bolsas e na aquisição de equipamentos para os projetos.

Temas dos projetos

Uma das pesquisas, realizada por meio de uma parceria entre a Unicentro e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), propõe um método de fabricação de etanol, a partir de sementes de seringueira. A solução proposta busca reaproveitar um resíduo comum da produção do látex e contribuir para a destinação adequada desse material, cuja decomposição pode prejudicar o solo e outras vegetações.

Os demais projetos focam em soluções sustentáveis para vários desafios do mercado, como a substituição do gesso na construção civil por um material mais resistente e barato e módulos habitacionais que utilizam resíduos de bambu e técnicas de impressão em 3D. Os estudos também incluem curativos cicatrizantes e matérias-primas produzidas pelo tratamento de rejeitos da indústria têxtil e um produto para o tratamento e descontaminação de água.

Projetos selecionados

Entre os projetos finalistas, 80% são desenvolvidos no interior paranaense, nas universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM), do Oeste do Paraná (Unioeste) e do Centro-Oeste (Unicentro), além da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Os laboratórios onde são realizados os estudos estão localizados em Apucarana, no Vale do Ivaí; Cornélio Procópio e Londrina, no Norte do Estado; Guarapuava, no Centro-Sul; Toledo, no Oeste; e Umuarama, no Noroeste. Outros dois projetos são de pesquisadores do campus da UTFPR em Curitiba.

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