03 de julho de 2026

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PR poderá divulgar dados de condenados por maus-tratos a animais

Marcelo Rangel propõe a criação de um banco de dados público, para ajudar a identificar e responsabilizar quem cometer os crimes


Por Cícero Goytacaz Publicado 02/02/2026 às 18h27
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cachorro maus-tratos
Foto de arquivo: Divulgação/Assessorias

O Paraná pode dar um passo inédito no combate aos maus-tratos contra animais. O deputado estadual Marcelo Rangel (PSD), vice-líder do governo do Estado na Assembleia Legislativa, apresentou um Projeto de Lei que propõe a criação de um banco de dados público de pessoas condenadas ou responsabilizadas por crueldade contra animais, além de prever punições mais severas para casos considerados agravados.

A proposta altera a Lei nº 14.037/2003, que institui o Código Estadual de Proteção aos Animais, e tem como objetivo promover a transparência, prevenir a reincidência de crimes, impedindo que agressores continuem maltratando animais sem que haja punição.

De acordo com Rangel, o banco de dados será público e administrativo, com disponibilização em meio eletrônico, reunindo informações de pessoas condenadas judicialmente com trânsito em julgado ou responsabilizadas em processo administrativo definitivo por maus-tratos.

A divulgação seguirá os critérios da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), com definição de prazos de permanência, mecanismos de atualização e exclusão das informações.

A iniciativa também prevê a majoração das multas e sanções administrativas quando houver crueldade agravada, caracterizada por violência extrema, sofrimento intenso ou prolongado, lesão grave ou morte do animal. “Esse projeto cria um instrumento de transparência e prevenção, para que quem maltrata animais seja identificado e responsabilizado. Nosso objetivo é proteger os animais, evitar a reincidência e fortalecer políticas públicas de bem-estar animal no Paraná, com rigor, justiça e respeito à lei”, afirma o deputado.

Marcelo Rangel explica que o banco de dados será uma ferramenta importante para abrigos, ONGs, protetores independentes e famílias, permitindo verificar o histórico de pessoas antes da adoção ou guarda de animais. Dessa forma, antes de confiar um animal a alguém, será possível verificar se essa pessoa já tem histórico de crueldade ou maus tratos. “Trata-se de um mecanismo preventivo e educativo, inspirado nas melhores práticas internacionais”, destaca.

A proposta se inspira na chamada “Dexter’s Law”, aprovada no estado da Flórida, nos Estados Unidos, que criou um cadastro público de condenados por maus-tratos e endureceu as punições para casos de crueldade extrema. Segundo Rangel, o projeto adapta essa experiência à realidade jurídica do Paraná, garantindo segurança jurídica, proporcionalidade e transparência.

O projeto segue agora para análise nas comissões permanentes da Assembleia Legislativa antes de ser votado em plenário. Caso aprovado, o Poder Executivo terá prazo de 90 dias para regulamentar a lei. (Assessorias)

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Cícero Goytacaz
Cícero Goytacaz

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 2022, repórter de Política do Diário dos Campos. Tem experiência com redação de jornal impresso, sites de notícias, rádio esportivo e transmissões de futebol. Atuou como repórter setorista do Operário Ferroviário Esporte Clube.