04 de junho de 2026

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Cargo político no Paraná deve virar última alternativa para Sérgio Moro


Por Redação com Agência Brasil Publicado 08/06/2022 às 17h58 Atualizado 21/02/2026 às 00h36
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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo decidiu ontem (7) cancelar a transferência de domicílio eleitoral do ex-juiz Sergio Moro de Curitiba para a cidade de São Paulo. Com a decisão, Moro, que é filiado ao União Brasil, pode ficar impedido de concorrer a qualquer cargo pelo estado.

A decisão do plenário foi motivada por uma ação protocolada pelo Partido dos Trabalhadores (PT). De acordo com a legenda, Moro indicou residir em um hotel e não comprovou o vínculo residencial, familiar ou profissional com o estado, requisitos exigidos pela legislação eleitoral para fixação do domicilio eleitoral. 

Por 4 votos a 2, a maioria do tribunal seguiu o voto proferido pelo juiz Maurício Fiorito. Segundo o magistrado, Moro não conseguiu comprovar o vínculo mínimo de três meses com a cidade para justificar a transferência do domicílio eleitoral. 

“Não se está a afirmar que o recorrido agiu ou não com má-fé no sentido de ludibriar a Justiça Eleitoral, mas, tão somente que não restou comprovado nos autos que, de fato, possuía algum vínculo com a cidade de São Paulo quando solicitou a transferência de seu domicílio”, afirmou.

Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dará decisão definitiva sobre a questão.

Caso perca na última instância, vai restar ao ex-juiz concorrer a cargo político no seu estado de origem: o Paraná. No entanto, ele precisaria negociar com o União Brasil para qual cargo colocaria seu nome à disposição. Quem encabeça o União Brasil no estado é o bolsonarista Felipe Francischini – filho do ex-deputado Fernando Francischini.

Além disso, outros cargos do estado devem ter como candidatos pessoas que já foram próximas de Sérgio Moro. Na eleição para o Senado, há Álvaro Dias (Podemos). O mesmo partido tem Deltan Dallagnol, que deve concorrer à Câmara Federal.

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