19 de junho de 2026

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Alep homenageia mestres e atletas do Kung Fu no Paraná


Por Das assessorias Publicado 25/04/2025 às 15h25 Atualizado 25/02/2026 às 18h56
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Foto: Valdir Amaral/Alep

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) prestou homenagem, na noite desta quinta-feira (24), a uma das artes marciais mais antigas: o kung fu. Mestres, professores, atletas e gestores públicos importantes para a consolidação da modalidade em terras paranaenses receberam as honrarias durante sessão solene proposta pelo deputado estadual Alexandre Amaro (Republicanos), 4º secretário da Alep.

“Nessa Casa de Leis, precisamos sempre homenagear aqueles que fazem a diferença. Há jovens, idosos e crianças que praticam kung fu, faz bem para a saúde”, ressaltou o parlamentar. “O kung fu hoje é uma tradição e uma cultura milenar, e precisamos dar todo apoio”.

Um grande tatame preto foi instalado em frente à mesa do Plenário da Assembleia. Diversas apresentações de artes marciais foram realizadas na sessão solene, como kung fu, tai chi chuan e boxe.

Dia Nacional do Kung Fu

É a segunda vez que Amaro celebra a arte marcial no Parlamento, sendo a primeira em abril do último ano. A escolha do mês tem motivo: o mestre Chan Kwok Wai chegou ao Brasil no dia 11 de abril de 1960, ajudando a popularizar aqui a modalidade criada há cerca de cinco mil anos na China. Por conta disso, praticantes consideram a data como o dia nacional do kung fu.

Amaro é autor do projeto de lei 99/2024, que visa criar Dia Estadual do Kung-Fu no Paraná, a ser comemorado no dia 11 de abril e que integraria o Calendário Oficial de Eventos do Paraná. Em outubro do último ano, a proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto segue em tramitação.

Mestres homenageados

A cerimônia foi uma oportunidade para agraciar o trabalho de mestres e professores que mantêm a arte marcial viva nos tatames distribuídos em solo paranaense. Dentre eles, os mestres Lee Chung, Jorge Jefremovas, Bruno Baniski, Valdecir Bento Laurindo e Aparecido Lira; e o professor José Tarcísio Vicentin Aguilar, que compuseram a mesa.

“O kung fu é uma prática completa, atendendo desde crianças de cinco anos até a melhor idade. Ele tem uma história muito forte. Chamamos de arte marcial filosófica, pois ela não é voltada só ao combate, mas também à formação integral do ser humano”, explicou Jefremovas. Com mais de 40 anos de experiência, o professor hoje promove aulas de Tai Chi na praça Oswaldo Cruz, em Curitiba.

Aguilar, professor de Tai Chi Chuan, destacou a importância do papel da arte marcial no cultivo de uma mente serena. “De uma forma natural, o praticante se aproxima do estado de plena atenção consciente. Se acerca de um estado de integração corpo e mente”, pontuou. Melhoria da saúde mental, fortalecimento do controle de movimentos, melhoria do sistema nervoso e prevenção de queda de idosos estão entre os benefícios da prática.

Gestores que fazem diferença

A Assembleia Legislativa também reverenciou gestores públicos que ajudam a difundir o kung fu a partir de projetos sociais ou fomentando a formação de atletas por meio de editais. É o caso de Eloise Figueiredo de Freitas, que atua na Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba.

Como chefe do Núcleo Regional Matriz, Freitas coordena o projeto citado que disponibiliza aulas de Tai Chi Chuan na Praça Oswaldo Cruz, em atividade desde 2023. “A arte marcial fica mais pública, mais visível. Como a praça é movimentada, temos a população verificando e se interessando em fazer essa prática tão gostosa”, ressaltou.

Outra homenageada, a atleta Aline Fabienski já subiu ao pódio de campeonatos nacionais de kung fu na categoria de espada, trazendo medalhas para a Jing Wu, escola de artes marciais de Curitiba. Exemplo da importância de iniciativas de fomento do poder público, Fabienski é atendida há dois anos pela Lei Municipal de Incentivo ao Esporte, em Curitiba. O subsídio permite que ela compre roupas para competições, transporte e os equipamentos, como a espada que ela utiliza.

“O kung fu é uma forma de empoderamento para mim. Por meio dele, tenho maior noção de defesa pessoal e consciência corporal. Vejo a competição para mim como desafio pessoal, para ver até onde consigo chegar”, destaca a atleta, que pratica a arte marcial há sete anos.

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