24 de junho de 2026

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Alep aprova pinhão como patrimônio cultural imaterial do Paraná


Por matheus dias Publicado 24/06/2026 às 10h46
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Deputado segura pinha que dá pinhão na ALEP
Deputado Gilberto Ribeiro (PL). Foto: Valdir Amaral/Alep

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou nesta segunda-feira (22), em sessão plenária, o Projeto de Lei nº 251/2026, de autoria do deputado estadual Gilberto Ribeiro (PL), que reconhece o pinhão como Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná. A votação ocorreu no primeiro dia útil após o início oficial do inverno, estação em que o fruto da araucária, árvore símbolo do Estado, ganha ainda mais destaque nas mesas e feiras paranaenses.

Na justificativa do projeto, o deputado destaca que a proposta vai além do reconhecimento do alimento em si e abrange todo o universo cultural que envolve o pinhão: os modos tradicionais de colheita, as formas de preparo transmitidas de geração em geração, os encontros familiares, as festas típicas e as iniciativas gastronômicas que mantêm viva essa tradição.

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O texto também prevê que o Estado incentive ações de valorização cultural, como eventos, feiras, atividades educativas e projetos que aproximem as novas gerações dessa herança.

“O nosso gabinete é muito envolvido com as pautas da cultura, justamente porque faço parte da Comissão de Cultura e então carregamos essa responsabilidade de valorizar a identidade do Paraná. E, olhando para tudo isso, tivemos a surpresa de que o pinhão ainda não tinha esse reconhecimento oficial como patrimônio cultural. E ele merecia, né? Estamos falando de algo que atravessa gerações, que está na mesa das famílias, que movimenta a economia e que faz parte da alma do nosso Estado”, afirmou o deputado Gilberto Ribeiro.

Na mesma justificativa, Ribeiro ressalta que o pinhão ocupa lugar de destaque na história do Paraná muito antes de se tornar costume de inverno. Segundo o parlamentar, o fruto foi base da alimentação de povos indígenas do Sul do Brasil, resistiu a transformações econômicas e sociais ao longo dos séculos e segue presente tanto no cotidiano do interior quanto nas cidades, nas feiras, nos restaurantes e no trabalho de milhares de produtores e trabalhadores que integram sua cadeia produtiva.

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