04 de junho de 2026

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Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e pede resposta firme da ONU


Por Edilene Santos Publicado 03/01/2026 às 10h40 Atualizado 13/01/2026 às 17h48
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Presidente Lula falando no microfone
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou publicamente o ataque dos Estados Unidos em território venezuelano e a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Em manifestação publicada na rede social X, Lula classificou a ação como uma grave violação do direito internacional e um ataque direto à soberania do país vizinho.

Segundo o presidente brasileiro, os bombardeios e a captura do chefe de Estado venezuelano “ultrapassam uma linha inaceitável” e representam um precedente perigoso para a comunidade internacional. Lula alertou para os riscos de escalada de conflitos e para o enfraquecimento do multilateralismo nas relações internacionais.

“Ataques a países, em flagrante violação do direito internacional, são o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”, afirmou o presidente, ao destacar que a posição do Brasil é coerente com a condenação ao uso da força em outros conflitos recentes ao redor do mundo.

Lula também afirmou que a ação remete a episódios históricos de interferência externa na América Latina e no Caribe, colocando em risco a preservação da região como zona de paz. Para o presidente, a Organização das Nações Unidas (ONU) deve reagir de forma firme diante do ocorrido.

O governo brasileiro reiterou sua disposição em atuar pela via diplomática, defendendo o diálogo e a cooperação como caminhos para a resolução de conflitos internacionais.

Manifestação do presidente Lula na íntegra:

Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.

Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.

A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.

A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.

A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.

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Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.