18 de julho de 2026

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Déjà vu: pesquisador revela principais causas do fenômeno


Por Da Redação com assessorias Publicado 26/02/2025 às 20h33 Atualizado 25/02/2026 às 20h19
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Imagem ilustrativa gerada por IA

O fenômeno do déjà vu, que provoca sensações ilusórias de familiaridade entre uma situação presente e um acontecimento passado de origem desconhecida, tem sido objeto de estudo por parte de pesquisadores. Recentemente, o neurocientista Dr. Fabiano de Abreu Rodrigues realizou uma pesquisa aprofundada sobre as possíveis causas do déjà vu, trazendo novas luzes sobre esse intrigante fenômeno.

Duplo Processamento

O duplo processamento ocorre quando o cérebro processa informações de forma dessincronizada, fazendo com que a pessoa acredite que está revivendo uma experiência que nunca ocorreu.

Fenômenos Neurológicos

O déjà vu pode estar relacionado a fenômenos neurológicos. Estudos mostram que ele pode preceder convulsões epilépticas e desmaios, sendo associado a distúrbios neuronais, como lesões no lobo temporal e esquizofrenia.

Memória

Outra causa potencial é a memória. O déjà vu pode surgir quando uma memória inconsciente se assemelha à situação atual, seja por experiências reais ou fictícias, como as vividas em livros e filmes.

Atenção

A atenção também é um fator relevante. A distração pode levar a uma percepção parcial de uma situação, que posteriormente é percebida como familiar quando a atenção é total, criando a sensação de déjà vu.

Fatores que Aumentam a Frequência do Déjà Vu

  1. Estresse, Ansiedade e Cansaço: Pessoas sob estresse, ansiedade ou cansaço extremo tendem a relatar mais experiências de déjà vu.
  2. Imaginação e Grau de Instrução: Indivíduos com grande imaginação ou elevado grau de instrução podem experimentar déjà vu com mais frequência.
  3. Viagens Frequentes: Pessoas que viajam frequentemente relatam mais casos de déjà vu.
  4. Idade: O fenômeno tende a diminuir com a idade, sendo mais comum em adolescentes e jovens adultos.

Essas descobertas ajudam a entender melhor o fenômeno e suas possíveis implicações neurológicas e psicológicas, abrindo caminho para novos estudos e avanços na compreensão desse fascinante fenômeno.

Durante palestra proferida nesta semana na Universidade de Aveiro, em Portugal, o Dr. Fabiano de Abreu Agrela apresentou os principais resultados do estudo. Discutiu as possíveis aplicações práticas das descobertas tanto na psicologia clínica quanto na neurociência. O objetivo foi proporcionar aos participantes uma compreensão mais clara de como o cérebro processa memórias e sensações de familiaridade, contribuindo para debates qualificados e aprofundados sobre o tema.

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