04 de julho de 2026

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Coreanos exigem a renúncia do presidente após decreto de lei


Por Agência Sputinik Brasil Publicado 04/12/2024 às 12h25 Atualizado 25/02/2026 às 22h18
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© AP Photo / Ahn Young-joon

Após fracassar na tentativa de impor a lei marcial, o presidente da República da Coreia agora enfrenta a fúria de opositores e movimentos sociais que exigem a sua renúncia. O chefe de seu gabinete Chung Jin-suk e o alto escalão do secretariado já anunciaram suas renúncias.

O principal partido de oposição, o Partido Democrata, afirmou que iniciará os procedimentos de impeachment o mais rápido possível, caso Yoon Suk-yeol não renuncie imediatamente. “Não ficaremos sentados de braços cruzados e assistiremos ao crime do presidente de destruir a Constituição e pisotear a democracia”, disse o partido.

“O presidente Yoon deve renunciar imediata e voluntariamente.”

Anteriormente, Park Chan-dae, líder da bancada opositora na Assembleia Nacional, afirmou que “mesmo que o presidente suspenda a lei marcial, ele não será capaz de evitar a desobediência civil”, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

© AP Photo / Ahn Young-joon

A Confederação Coreana de Sindicatos, que possui 1,2 milhões de membros, convocou uma greve geral até que Yoon Suk-yeol renuncie à presidência, informou a emissora local YTN.

Ao todo, 11 membros do alto secretariado anunciaram suas renúncias, dentre eles estão Chung Jin-suk, o chefe de gabinete presidencial, Sung Tae-yoon, o chefe de gabinete para política, o Conselheiro de Segurança Nacional Shin Won-sik.

Junto de outros 40 deputados de oposição, o líder da bancada do Partido da Reconstrução da Coreia, Hwang Un-ha, afirmou que Yoon Suk-yeol “cometeu um ato equivalente à traição ao mobilizar os militares”, noticia o portal The Korean Herald.

“A Assembleia Nacional deve se concentrar em aprovar o impeachment o mais rápido possível para suspender imediatamente os deveres do presidente.”

Às 23h de terça-feira (11h da manhã, no horário de Brasília), o presidente sul-coreano impôs a lei marcial no país, de acordo com o artigo 77 da Constituição. Segundo Yoon Suk-yeol, a medida seria necessária para proteger o país de “forças comunistas” ligadas à República Popular da Coreia e “proteger a ordem constitucional e a liberdade”.

O general quatro estrelas Park An-su foi escolhido para gerenciar o país. O militar proibiu todas as atividades políticas e tentou impedir a entrada dos parlamentares e da mídia local na Assembleia Nacional.

A medida, que rapidamente se mostrou impopular, deve ser confirmada pelo parlamento unicameral, segundo a Constituição sul-coreana. Dos 300 deputados, cerca de 190 conseguiram se reunir na sede do Legislativo e votaram unanimemente para encerrar a lei marcial.

Seis horas após anunciar a lei, o presidente suspendeu a medida de emergência. Esta foi a primeira vez em 45 anos que a lei marcial é decretada no país.

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Saindo da sessão que exigiu o fim da lei marcial, o presidente do Partido Democrata, Lee Jae-myung, disse à imprensa que Yoon Suk-yeol “traiu o povo”.

“Sua declaração ilegal de lei marcial é nula e sem efeito. A partir deste momento, Yoon Suk-yeol não é mais o presidente da República da Coreia”, adiantou o político.

A medida também foi contestada pela liderança de seu próprio partido, Poder Popular. O líder da sigla, Han Dong-hoon, afirmou que se juntaria ao povo para acabar com o decreto.

A imposição da lei marcial foi feita pelo presidente sul-coreano após sucessivas derrotas legislativas. A oposição recém aprovou uma redução no orçamento parlamentar e apresentou dois pedidos de impeachment contra um auditor estatal e o procurador-geral.

Em seu discurso de suspensão do regime de exceção, o Yoon Suk-yeol pediu ao parlamento que parasse de interferir no funcionamento correto do Estado.

“Até agora, a Assembleia Nacional iniciou 22 moções de impeachment contra funcionários do governo desde que este foi lançado, e atualmente está buscando o impeachment do décimo funcionário desde o lançamento da 22ª Assembleia Nacional em junho”, sublinhou.

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