02 de julho de 2026

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Arqueólogos revelam transformação de termas romanas em batistério cristão na Roma antiga


Por Sputnik Brasil Publicado 07/05/2025 às 15h00 Atualizado 25/02/2026 às 18h41
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CC BY-SA 4.0 / LorenzaCampanella / Villa dei Sette Bassi (cropped image)

Escavações recentes na Villa di Sette Bassi, nos arredores de Roma, revelaram uma transformação significativa: as antigas Termas de Tritão, construídas no século II d.C., foram convertidas em uma igreja cristã primitiva durante a Antiguidade Tardia.

A descoberta, revelada no Parque Arqueológico de Appia Antica, lança uma nova luz sobre a cristianização da periferia romana e a reutilização de espaços públicos romanos para fins religiosos cristãos.

Um dos achados mais marcantes que corroboram este movimento na antiguidade foi uma piscina revestida de mármore, interpretada pelos pesquisadores como um batistério usado para o rito do batismo por imersão. Essa estrutura é uma evidência concreta da presença cristã organizada na região e do uso litúrgico do espaço, indicando que o local teve papel relevante na disseminação do Cristianismo fora do centro urbano de Roma.

Uma vista da bacia (piscina) descoberta, identificada como um antigo batistério, dentro das termas romanas escavadas - Sputnik Brasil, 1920, 07.05.2025
Uma vista da bacia (piscina) descoberta, identificada como um antigo batistério, dentro das termas romanas escavadas | © Foto / Conta oficial de mídia social do Parque Arqueológico de Appia Antica

A Villa di Sette Bassi era uma propriedade de destaque no período imperial, e as Termas de Tritão, com sua imponência arquitetônica, reforçam essa importância. A conversão de um espaço tão central em um local de culto cristão reflete as profundas mudanças sociais e religiosas que marcaram a transição do mundo romano pagão para o cristão.

Em detalhe, os dois níveis distintos da estrutura escavada, conforme identificados nas antigas fontes termais - Sputnik Brasil, 1920, 07.05.2025
Em detalhe, os dois níveis distintos da estrutura escavada, conforme identificados nas antigas fontes termais | © Foto / Conta oficial de mídia social do Parque Arqueológico de Appia Antica

O batistério passou por duas fases distintas de uso: inicialmente, com uma bacia profunda para batismos por imersão total, e posteriormente, com o fundo parcialmente preenchido, adaptando-se às formas menos exigentes do rito. Essa evolução acompanha as mudanças litúrgicas no Cristianismo da época.

As dimensões e a disposição arquitetônica do batistério sugerem que ele fazia parte de uma igreja plenamente funcional, com autoridade para realizar batismos e sepultamentos. Isso indica que o local não era apenas uma capela secundária, mas sim um centro religioso estabelecido e ativo.

A descoberta de numerosos túmulos ao redor da grande bacia reforça a importância religiosa do local, sugerindo que a igreja exercia papel central na rede eclesiástica regional, possivelmente até como sede de um bispado, o que explicaria sua relevância e a densidade de enterros.

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A pesquisa liderada por estudiosas como Alessandra Ten, Carla Maria Amici e Lucrezia Spera promete aprofundar ainda mais o entendimento sobre essa fase crucial da história romana de transição gradual da Antiguidade Clássica para a Era Cristã.

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