18 de julho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Arqueólogos descobrem agulhas de ossos de 13 mil anos nos EUA


Por Agência Sputinik Brasil Publicado 03/12/2024 às 12h13 Atualizado 25/02/2026 às 22h20
Ouvir: 00:00
© Foto / Todd Surovell/Universidade de Wyoming

Pesquisadores da Universidade de Wyoming, nos Estados Unidos, encontraram evidências de que os povos norte-americanos desenvolveram há 13.000 anos agulhas com buracos a partir da manipulação de ossos de animais peludos, o que revela parte dos hábitos dos primeiros povos nativos da América do Norte.

A descoberta em um importante sítio arqueológico nos EUA revelou que os habitantes primitivos da região faziam agulhas com ossos de animais como raposas, lebres, coelhos, linces, leões da montanha e a extinta chita americana para manufaturar as vestimentas necessárias para a sobrevivência em climas mais frios, segundo estudo liderado pelo arqueólogo Spencer Pelton.

“Nosso estudo é o primeiro a identificar as espécies e os prováveis elementos dos quais os paleoíndios produziram agulhas de osso com buracos“, escreveram os pesquisadores em seu artigo.

Agulha de osso de raposa vermelha de 13.000 anos descoberta por arqueólogos da Universidade de Wyoming - Sputnik Brasil, 1920, 03.12.2024
Agulha de osso de raposa vermelha de 13.000 anos descoberta por arqueólogos da Universidade de Wyoming | © Foto / Todd Surovell/Universidade de Wyoming

“Nossos resultados são uma forte evidência da produção de vestimentas sob medida usando agulhas de osso e peles de animais com pelos. Essas vestimentas permitiram parcialmente a dispersão humana moderna para latitudes do norte e, eventualmente, permitiram a colonização das Américas”, afirmam.

Humanos paleolíticos usavam o animal inteiro para muito mais do que apenas comida, o que não é surpreendente, dado o ambiente hostil que exigia roupas quentes. Mas a descoberta de 32 agulhas de osso forneceram uma complexidade de artesanato com a riqueza de detalhes sobre a forma como esses ancestrais americanos viviam suas vidas e se adaptavam aos ambientes atrozes que os rodeavam.

O sítio arqueológico de LaPrele no Condado de Converse preserva os restos mortais de um mamute subadulto morto ou capturado e um acampamento associado ocupado durante o tempo em que o animal foi abatido há quase 13.000 anos. Este é um importante espaço para a coleta de dados sobre como as primeiras comunidades das Américas se comportavam e o grau de desenvolvimento e suas sociedades, evidenciando um nível de inovação importante na produção de roupas sob medida.

Leia também: Arma de fogo com 500 anos é descoberta no Arizona

As escavações, lideradas pelo professor Todd Surovell do Departamento de Antropologia da Universidade de Wisconsin, encontraram no local a conta mais antiga conhecida das Américas até hoje, feita de osso de lebre, e as agulhas feitas a partir de ossos variados, que, segundo as análises, têm entre 13.500 e 12.000 anos.

“Apesar da importância das agulhas de osso para explicar a dispersão humana moderna global, os arqueólogos nunca identificaram os materiais usados para produzi-las, limitando assim a compreensão dessa importante inovação cultural”, escreveram os pesquisadores.

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.