23 de julho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Reajuste de piso de professores não impacta orçamento de PG


Por dmais Publicado 12/01/2017 às 22h00 Atualizado 24/02/2026 às 01h39
Ouvir: 00:00

O reajuste no piso salarial dos professores, anunciado nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação, não deverá impactar o orçamento de Ponta Grossa. Isso porque a Prefeitura já paga mais que o valor mínimo nacional, que vai passar de R$ 2.135,64 para 2.298,80. Desde setembro do ano passado, o piso dos professores da rede municipal é de R$ 2.333,62 e deverá ser reajustado em maio, por conta da data-base. As informações são da secretária municipal de Educação, Esméria Savelli. “E se tiver algum professor com salário abaixo do piso, nós vamos readequar”, afirma.

Segundo ela, o Município é obrigado a pagar pelo menos o piso nacional, sob pena de perder os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). De acordo com Esméria, é obrigatório que as Prefeituras utilizem ao menos 60% do valor repassado pelo Fundeb para pagamento de professores. “Mas em Ponta Grossa nós usamos 100% do repasse para este fim. O restante dos funcionários das escolas é pago com recursos do Município”, comenta. Segundo a secretária, os 25% do orçamento da Prefeitura que precisam sem aplicados na educação são usados também para manutenção dos estabelecimentos educacionais, novos investimentos e outros serviços.

Esméria considera que o piso nacional ainda não alcança um valor esperado para valorizar o professor e diz que o Município gostaria de pagar ainda mais, porém, não tem condições. “Infelizmente, nós não temos recursos para ampliar. Mas, vale ressaltar que o piso é para quem está em início de carreira. Professores mais antigos recebem até R$ 8 mil em Ponta Grossa”, garante.

Déficit

A cidade possui hoje na rede municipal pouco mais de 3,1 mil professores, todavia, de acordo com a secretária, seriam necessários mais 100 para dar conta da demanda. “Mas até maio estamos impedidos de contratá-los por causa do limite prudencial. Por isso, estamos atravessando um problema sério. Para tentar amenizá-lo, neste primeiro semestre vamos remanejar alguns professores e pagar hora-extra para que eles possam ficar mais tempo em sala de aula”, diz Esméria, lembrando que um professor é contratado para trabalhar 40 horas por semana, mas um terço desse tempo é de hora-atividade. Neste ano, as aulas começam dia 13 de fevereiro.

 

Rodrigo Covolan
Esméria destaca a necessidade de contratação de mais 100 professores

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.