Ponta Grossa tem 6 meses para definir destino do lixo

Problemas levantados sobre a situação do Aterro Controlado do Botuquara e noticiados nesta semana pelo DC só reforçaram o problema sobre a destinação do lixo em Ponta Grossa. A discussão sobre a destinação dos resíduos sólidos não é nenhuma novidade, no entanto, o Ministério Público reforça que o prazo para que a situação seja resolvida já está no seu prazo final.
O promotor de Meio Ambiente, Honorino Trema, admite que o aterro sempre esteve irregular e que nunca teve licenciamento ambiental para funcionar. “A área sempre poluiu o solo e a água subterrânea. Em algum momento o problema fica mais evidente e em outro está mais camuflado. O aterro só funciona de forma precária porque a cidade não tem para onde destinar os resíduos”, afirma.
Tremea lembra ainda que a Prefeitura de Ponta Grossa tem até julho deste ano para construir um novo aterro e encerrar o funcionamento do atual. “A Prefeitura assinou um TAC com o Ministério Público onde se comprometeu a construir um novo aterro ou uma usina a ser implantada neste ano. O primeiro prazo deles vence em julho deste ano. O Município precisa encontrar uma solução definitiva para encerrar o aterro”, garante.
Caso o TAC não seja cumprido, o promotor alega que a Prefeitura poderá responder judicialmente. “Já era pra ter um novo aterro na cidade. O lixo só agrava a poluição. Se o prazo não for cumprido, o Município será ajuizado e responderá na Justiça”, reforça o promotor.

