03 de julho de 2026

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Paraná reivindica mais vacinas junto ao Ministério da Saúde


Por Danilo Kossoski Publicado 14/02/2021 às 10h59 Atualizado 21/02/2026 às 16h20
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Fernando Frazão / Agência Brasil

O Governo do Paraná está em diálogo com o Ministério da Saúde (MS), para tentar receber doses a mais nas próximas remessas de vacinas contra covid-19, e assim equalizar a diferença na distribuição entre estados. A informação é da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde, que confirmou haver um aparente desequilíbrio na maneira como ocorre a distribuição de doses no país.

Ao todo, o Estado recebeu até o momento 538.900 doses do Governo Federal; a quarta e última remessa foi no final de semana passado. Em um eventual ranking de estados que mais receberam doses, o Paraná seria o 21º, ou o sétimo que menos recebeu. Enquanto o Estado recebeu 1 vacina para cada 21,4 paranaenses, o Rio Grande do Sul recebeu 1 dose para cada 16,2 gaúchos.

No final de janeiro, o Governo do Estado já informou ter enviado nota técnica ao MS pedindo reavaliação do número de doses de vacinas enviadas. Na ocasião, o questionamento foi “por qual um dos critérios era o número de trabalhadores da saúde?”. Tendo o estado apenas um hospital federal, o Paraná estaria em desvantagem em relação a outros estados que têm proporção populacional semelhante. No entanto, os critérios para distribuição ainda não foram explicados, quase um mês após o começo da entrega de doses.

O vacinômetro do Governo Federal, lançado neste mês, apresentou instabilidade nesta sexta-feira (12), impedindo a consulta e a verificação oficial atualizada sobre o número de doses distribuídas e aplicadas em cada unidade federativa. No entanto, levantamento apresentado pelo consórcio de veículos de imprensa confirma a disparidade nos repasses.

Taxa de risco

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já declarou à imprensa que uma “taxa de risco” pode ser considerada para os repasses aos estados. Isso justificaria o fato de Roraima e Amazonas terem recebido mais doses que os demais quando se compara com o índice populacional. Mas não explica o fato de o Rio Grande do Sul ter recebido 165 mil doses a mais que o Paraná, apesar de ter quase 100 mil habitantes a menos. Os estados que menos receberam vacinas levando em consideração a proporção populacional foram Piauí, Roraima e Pará. O Piauí, por exemplo, recebeu uma vacina para cada 34 habitantes, enquanto Roraima recebeu 1 para cada 6,6 pessoas.

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