Município já perdeu chances de resolver o problema do lixo

Ponta Grossa perdeu, por duas vezes, a oportunidade de instalar um novo aterro controlado. De acordo com o secretário Paulo Barros, nos dois momentos em que foram discutidos a implantação, diversas forças foram contra.
“Em 2004, existia a previsão de instalação na região do Roxo Roiz e uma série de mobilizações foram realizadas. No ano de 2009, havia a possibilidade de instalação em uma área próxima do aterro com uma ótima capacidade de engenharia e, mais uma vez, a sociedade foi contra.”Nós precisamos nos unir e pensar em um novo aterro com o apoio de todos. Senão o Botuquara continuará lá, cumprindo a sua função bravamente, mas com todos esses problemas”, disse.
O engenheiro agrônomo Ricardo Johansen, membro do Conselho de Meio Ambiente (Condema), complementa o posicionamento de Paulo Barros. “O aterro que deveria ser instalado próximo ao aterro e que pertencia à PGA era mil vezes melhor que este atual e a sociedade foi contra. tinha que se mobilizar para evitar que a população, os rios e mananciais continuem a ser contaminados”, ressalta.
Johansen lembra ainda a preocupação do conselho com relação ao problema. “O Condema se preocupa com isso há mais de quatro anos. Não somente com a disposição final dos resíduos, mas também com a ausência de tratamento do chorume no processo de degradação do resíduo que não é tratado e escorre diretamente para o Rio Cará-Cará. O volume desse líquido que vai para os rios foi levantado com base em um estudo e já foi repassado ao Ministério Público e Secretaria de Meio Ambiente”, lembra.
