28 de julho de 2026

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LCI e LCA – As crônicas de Zezinho


Por dmais Publicado 17/11/2014 às 19h47 Atualizado 23/02/2026 às 17h52
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Convenhamos, o mercado de ações não está muito atraente para operações de curto prazo. Destacam-se, então, os títulos de renda fixa. Dentre eles, a febre do momento são as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Títulos isentos de imposto de renda, ambos são emitidos por instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central e têm como objetivo financiar o setor imobiliário e agropecuário, respectivamente. Nas duas modalidades temos como opção títulos pré ou pós-fixados.

No título pré-fixado você sabe exatamente qual vai ser sua remuneração pelo investimento. No prazo X você receberá Y de juros sobre o capital alocado. No caso do pós-fixado, a remuneração é atrelada a algum índice, normalmente o Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI). Com o CDI próximo a 11% ao ano, um título que remunere a 90% do CDI significa 9,9% ao ano, livre de imposto de renda. Com a poupança lhe entregando 6% ao ano, nem precisamos fazer as contas.

Outro ponto importante é que, assim como a caderneta de poupança, os títulos são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), ou seja, o governo federal garante aplicações de até R$ 250 mil por CPF por instituição financeira. Vamos ao exemplo:

Zezinho possuía R$ 500 mil e gostaria de aplicar em LCI’s e LCA’s pelo prazo de um ano. Optou por investir R$ 250 mil em dois bancos diferentes, o Banco da Caixa e a Caixa do Brasil. O primeiro lhe remunerará, em uma LCI, uma taxa pós-fixada de 92% do CDI, sendo que o CDI ficou em média a 11% ao ano durante aquele período de investimento. A segunda instituição financeira lhe propôs uma LCA pré-fixada de 10% por um período de 360 dias.
Ao final do período, Zezinho obteve lucro de R$ 25,3 mil no Banco da Caixa e R$ 25 mil na Caixa do Brasil, totalizando um montante de R$ 550,3 mil. Ou seja, um ganho de capital de 10,06% em um ano, livre de imposto de renda. Comparando com o seu amigo, investidor Xexelentinho, o qual optou por deixar todo o seu dinheiro na caderneta de poupança de um único banco, que o remunerou em 6,3% no período (6% + TR), totalizando um montante de R$ 531,5 mil.

Ou seja, nosso querido Zezinho, por ter lido a Coluna Finanças & Investimentos toda terça no Diário dos Campos, recebeu R$ 18,8 mil a mais do que Xexelentinho, que achava não precisar dessas coisas.

Caso um dos bancos quebrasse nesse período de um ano, Zezinho teria recebido novamente os R$ 250 mil (cobertos pelo FGC) investidos no banco quebrado, enquanto na outra instituição financeira, receberia os R$ 250 mil mais os juros do investimento.

Xexelentinho poderia amargar um prejuízo imenso recebendo apenas os R$ 250 mil cobertos pelo FGC e tendo que assumir a perda de 50% do seu capital.

O resultado disso é que Zezinho viajou para Cancun com a esposa, teve sua segunda lua de mel e nunca mais pensou em cancelar a assinatura de seu jornal.

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