10 de julho de 2026

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Bancos integram rede de apoio para reconstrução do Museu Nacional


Por dmais Publicado 03/09/2018 às 20h48 Atualizado 24/02/2026 às 16h50
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Em resposta ao incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, na noite de domingo (2), o presidente Michel Temer articulou nesta segunda-feira (3) a criação de uma rede de apoio econômico para viabilizar a reconstrução do museu.

Formado inicialmente pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Vale e Petrobras, o grupo deve se empenhar nesse objetivo “no tempo mais breve possível”, segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto.

“Outros participantes poderão ser agregados durante a elaboração do projeto. Os ministérios da educação e cultura estudam mecanismos para que as empresas se associem na reconstrução do edifício e na busca pela recomposição do acervo destruído ontem. Uma das primeiras alternativas é usar a Lei Rouanet para financiar a iniciativa”, diz o comunicado.

Sobre as causas do incêndio, o ministro da cultura, Sérgio Sá Leitão, afirmou que há duas possibilidades: o fogo pode ter sido causado por um balão ou por um curto-circuito. A Polícia Federal já entrou nas investigações. "Parece que o fogo começou por cima, no alto, e foi descendo. O Museu Nacional já estava fechado (na hora do fogo), a brigada de incêndio não estava mais lá e havia apenas quatro vigias. Como o fogo começou em cima e na parte de trás, os vigias demoraram para perceber. Quando perceberam, já não era mais possível que fizessem alguma coisa", lamentou Leitão, mais cedo, na Rádio Eldorado.

Apuração

O ministro afirmou ainda ser fundamental uma apuração rigorosa em relação às causas do incêndio. Segundo Leitão, parte do acervo que estava fora do Palácio foi preservada. Técnicos estão estimando o que foi possível recuperar. "É preciso dizer que uma parte do museu que fica no Horto como a botânica, biblioteca central que tem cerca de 500 mil volumes, parte da coleção de arqueologia e uma parte de coleção de vertebrados foram preservados", explicou Leitão.

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