As crônicas de uma tragédia anunciada… E sua possível solução!?
Semana passada tivemos o anúncio cabal. O golpe de misericórdia na condução econômica brasileira. Contração do Produto Interno Bruto (PIB) em 0,6% no trimestre… Ou seja, recessão!
Recessão significa queda no nível de produção, contração da economia. Na prática, temos finalmente o cenário anunciado por muitas e muitas vezes nessa mesma coluna: inflação alta e crescimento nulo. Será que os gestores públicos esperarão o desemprego se consolidar também?
Antes da Copa do Mundo, o ministro da fazenda, Guido Mantega, havia anunciado que haveria crescimento econômico no segundo trimestre de 2014 devido ao Mundial, pois o primeiro já havia apresentado queda no PIB. Nessa mesma semana ele culpou o cenário externo e a Copa do Mundo pela queda na atividade econômica brasileira. Não obstante a contradição de nosso ministro Alice no País das Maravilhas, vamos aos dados. Na comparação com o mesmo período do ano passado, temos na Europa pós-crise crescimento de: 0,8% da economia alemã, 1,2% na Espanha e 3,9% na Hungria. A economia dos EUA cresceu 2,5%.
Vamos voltar à realidade brasileira? Então, aos emergentes:
China cresceu 7,5%; Chile 1,9%; Peru 1,7%, México 1,6%; África do Sul 1%. E o Brasil: -0,9%.
Em termos práticos, temos hoje uma taxa de juros elevada, inflação alta corroendo a renda e decréscimo da atividade econômica que começa a despertar o monstro do desemprego. Em minha humilde opinião, o caminho para a recuperação econômica é pedregoso, mas não tão horrendo, basta competência e bom senso. Competência que os atuais gestores públicos federais não possuem.
O Banco Central deveria:
– Desestimular o crédito voltado ao consumo: o que acarretaria maior decréscimo da atividade econômica de curto prazo, mas também conteria a inflação.
– Reduzir taxas de juros: intensificando a atividade econômica e estimulando o dinheiro que está recebendo juros a entrar na economia em forma de investimentos, o que poderia frear uma possível crise de empregos que vemos em formação.
– Frear o controle cambial: deixar o mercado conduzir o dólar ao valor certo aumentaria a inflação, mas estimularia a exportação e tornaria o país mais competitivo aos olhos do resto do mundo.
– Corte de carga tributária e cargos públicos: menos dinheiro no governo, mais dinheiro na economia.
Recadinho presidencial: Presidente Dilma, se a senhora perder a reeleição, convenhamos, motivos existem e desculpas não funcionarão.
