A felicidade na carreira está ligada a um propósito de vida, diz consultor

O consultor na área de Estratégia e Criatividade, Rodrigo de Barros, comenta que a escolha pela carreira profissional muito cedo e o ingresso à universidade aos 17 anos, entre outros fatores, são variáveis que contribuem para a insatisfação das pessoas com as suas carreiras.
“Com essa idade, raras são as pessoas que já tiveram experiências de vida e aprendizado genuíno para ter certeza do qual caminho seguir”, explica. “Elas ficam cegas e veem a conquista temporária do vestibular como a solução para a questão da carreira”, completa.
Em paralelo, o consultor explica que pesquisas relacionadas ao empreendedorismo mostram que a taxa de jovens entre 20 e 25 anos, que desejam empreender, cresceu de maneira significativa.
“Os resultados mostram que essa geração tem uma tendência a passar por mais de dez empregos entre os 18 e 26 anos. O comportamento de muitos está mais alinhado com um senso de realização. É a famosa busca do ‘Ser’ em detrimento do ‘Ter'”.
Segundo Barros, para que as pessoas abram mão da estabilidade, é necessária a combinação da busca por um sentido e propósito, aliado à uma situação econômica minimamente viável.
“A pessoa que não está satisfeita precisa passar por um processo de reflexão e percepção de propósito. Ao encontrar aquilo que a motiva, em sua essência, deve desenvolver as condições econômicas minimamente favoráveis para então, de forma realista, ir em busca de um estilo de vida mais significativo”, diz.

