03 de julho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Entenda a tecnologia na bola responsável por anular gol polêmico na Copa do Mundo


Por Vitor Carvalho Publicado 03/07/2026 às 12h04
Ouvir: 00:00
Detail-Image-03_3200x1800.jpg
Foto: divulgação/FIFA

Nos acréscimos da partida entre Portugal e Croácia, pela fase 16 avos da Copa do Mundo, um gol polêmico de empate dos croatas foi anulado pela arbitragem. O motivo? Um chip presente na bola foi responsável por captar um toque no fio de cabelo do atacante, acusando impedimento na jogada. 

O lance polêmico aconteceu aos 58 minutos do segundo tempo, ou seja, no 13° minuto dos acréscimos. Portugal vencia por 2 a 1, de virada, quando em uma bola lançada na área portuguesa a Croácia empatou a partida. Na revisão do VAR, a tecnologia presente na Trionda, bola do mundial, identificou um toque que nem câmeras puderam perceber a olho nu.

O ‘micro-toque’ nos fios de cabelo do atacante Igor Matanovic criou uma nova jogada e deixou o lance em impedimento. Mas afinal, qual é essa tecnologia capaz de ver o “invisível”? 

Sensor de última geração

Para essa Copa do Mundo, a FIFA investiu em um chip embutido na bola que utiliza a tecnologia de Unidade de Medição Inercial (IMU). O sensor é recarregável por indução e não afeta o peso ou o equilíbrio da bola.

A medida foi criada para poder precisar lances ajustados de impedimento. Aqueles em que, de casa, pode parecer que os atletas estão na mesma linha – quando na verdade são centímetros que determinam se o lance é válido ou não. 

A tecnologia permite saber o primeiro momento de contato do corpo com a bola, geralmente o pé, para determinar quando o passe foi feito. Deste modo, o VAR conseguirá traçar com máxima precisão as linhas de posicionamento em lances duvidosos de impedimento.

100 vezes mais 

A tecnologia implantada permite captar até 100 vezes mais frames (ou dados) do que um vídeo, por exemplo. Isso porque os dados de aceleração e movimento do sensor operam a 500Hz. 

Ou seja, são 500 dados por segundo para determinar com precisão de milissegundos o momento exato do impacto na bola, segundo Leonardo Bertozzi, jornalista da ESPN, em publicação no seu perfil do X.

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Vitor Carvalho
Vitor Carvalho

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e especialista em Jornalismo Investigativo. Tem experiência no rádio, TV e em veículos impressos.