06 de junho de 2026

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Números apontam eficácia da vacina em PG, diz prefeitura


Por Danilo Kossoski Publicado 01/08/2021 às 11h43 Atualizado 21/02/2026 às 09h43
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Os gráficos do número de casos de covid-19 em Ponta Grossa apontam redução no número de contágios detectados entre pessoas das faixas etárias que tiveram aplicação das duas doses de vacina contra covid-19. Essa é a interpretação da Fundação Municipal de Saúde, diante das estatísticas repassadas a pedido do Diário dos Campos e portal dcmais.

“Percebemos a redução. Visualiza-se pelo próprio Boletim. Com certeza, a vacinação é fator determinante. Visualizamos uma redução na faixa etária de 80 anos ou mais”, informou a FMS, através de sua assessoria de imprensa.

Os gráficos, divididos por mês e faixa etária, revelam queda mais significativa nos casos de covid-19 diagnosticados entre idosos com mais de 80 anos. Esse público começou a receber primeira dose em fevereiro, e a aplicação se intensificou em março, quando também começaram a ser aplicadas as segundas doses. A imunização teve início com a Coronavac, cujo reforço é aplicada em 28 dias. Outra parcela significativa desse público recebeu a segunda dose somente em maio, por se tratar da Astrazeneca, com intervalo de três meses entre as duas aplicações.

Assim, em teoria, o público acima de 80 anos estaria completamente imunizado entre abril e junho, justamente os meses que apontam queda mais significativa no número de casos. No auge da pandemia (março), houve detecção de contágio em 116 pessoas com mais de 80 anos O número caiu para 47 em abril e chegou a 61 em junho. Os números também estão abaixo dos verificados em janeiro (104) e fevereiro (69).

Casos entre crianças crescem até 117%

Não se pode dizer o mesmo entre os mais jovens. No comparativo entre janeiro e junho houve aumento de 24% no número de casos entre crianças de 0 a 4 anos. Em meio a crianças de 5 a 9 anos o crescimento foi de 117%. Nos jovens entre 10 e 19 anos o aumento foi de 14,5%. Esse é o público que não recebeu vacinação, e que não registrou redução significativa no número de casos detectados, a não ser em abril, quando houve queda em todas as faixas etárias, aparentemente relacionada às medidas adotadas pelo poder público para conter o avanço nos contágios.

Óbitos

O número de óbitos nesse público também diminuiu. Após chegar a registrar 36 mortes em março, o gráfico caiu para 19 mortes em abril, 11 em maio e 15 em junho. Os números estão abaixo do verificado no início do ano (janeiro=28; fevereiro=22)

Se for feito o comparativo entre o mês de janeiro com o mês de junho de 2021, também houve redução de casos em meio a pessoas entre 60 e 69 anos (-35,2%) e em meio a pessoas entre 70  e 79 anos (-26,6%).

Menos pessoas passam por exames

O médico pneumologista Pedro Compasso lembra que um paciente só passa por testagem quando busca atendimento médico e isso leva a exames. Significaria que, no momento, os contágios continuam ocorrendo, porém se detecção, o que também reduz internamentos e óbitos.

“Já existe uma parcela da população vacinada com duas doses (…) que pode ainda contrair a doença, mas não vai manifestar formas graves. E as formas muito leves nem levam ao atendimento, e por isso não é feita a detecção do contágio. Mas eles podem ter o contágio e continuar se infectando”, lembra.

Em relação às crianças, Compasso destaca que hoje elas são a população que não está coberta com a vacina, mas assim como antes, não desenvolvem as formas mais graves. “Infelizmente, há crianças e pré-adolescentes que podem desenvolver a forma mais grave, mas não é comum”, explica.

Para Compasso, também é preciso destacar que as variantes não são totalmente cobertas pelas vacinas, e que fatores dos próprios pacientes podem ser determinantes para a manifestação de formas mais graves, razão pela qual devem ser mantidos os cuidados para evitar o contágio.

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