08 de junho de 2026

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Carnaval gerou mais isolamento social do que decreto do estado


Por Danilo Kossoski Publicado 02/03/2021 às 21h35 Atualizado 21/02/2026 às 15h54
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Foto: José Aldinan/Arquivo DC

Desde julho, o Governo do Paraná divulga um levantamento diário sobre a taxa de isolamento social da população. O painel Transparência Covid permite realizar a consulta, também, por município, e revela que Ponta Grossa teve, no último domingo (28), taxa de 48,8% de isolamento. É o maior índice desde 18 de outubro de 2020.

No entanto, a segunda-feira (1º) apontou taxa de 40,2% de isolamento social no município. Em teoria, significa que mais pessoas saíram de casa nessa segunda-feira (com decreto que determinou fechamento de comércio e serviços) do que no dia 16 de fevereiro – Carnaval – quando a taxa de isolamento social foi de 41,2%.

A situação se repetiu em outros municípios como Londrina, onde o isolamento foi de 45,2% no Carnaval e de 41,4% nessa segunda-feira; Maringá (46,7% no Carnaval e 45,5% nessa segunda-feira) e Cascavel (40,9% contra 38,4%).

Os dados chamam a atenção porque em muitos municípios não houve interrupção de comércio e serviços durante o Carnaval. Mesmo assim, o Paraná teve maior taxa de isolamento social no dia de Carnaval (48,6%) do que neste começo de semana sob decreto estadual com comércio fechado e toque de recolher.

Na segunda-feira da semana passada, a taxa de isolamento social em Ponta Grossa era de 37,2% (três pontos percentuais a menos que no dia 1º).

No domingo

Com 55,3% de isolamento social, o Paraná obteve, no último domingo (28), a mais alta taxa de isolamento social desde 23 de agosto de 2020. De acordo com o Governo do Estado, a estatística apontaria para a efetividade do decreto que determinou fechamento de comércio e serviços considerados não essenciais. A mais alta taxa de isolamento social no estado foi registrada em 5 de julho de 2020 (56,9%), segundo o levantamento iniciado naquele mês.

Levantamento

O painel obtém as informações, supostamente, a partir do monitoramento do uso de torres de celular, que registram a movimentação das pessoas. No entanto, a reportagem do Diário dos Campos e portal dcmais buscou maiores detalhes sobre como é feito o levantamento e não obteve explicação pela Sesa-PR nem pela Celepar até o fechamento desta edição.

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