10 de julho de 2026

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Terras agrícolas dos Campos Gerais têm valorização de 18% em um ano


Por Edilene Santos Publicado 23/05/2025 às 12h15 Atualizado 25/02/2026 às 18h14
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Safra da soja - Foto: Gilson Abreu/AEN

No período de um ano, as terras agrícolas mais produtivas dos Campos Gerais do Paraná tiveram uma valorização média de 18%. A informação consta no levantamento realizado anualmente pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná, atualizado em abril de 2025.

Terras agrícolas

Em Ponta Grossa, por exemplo, o valor das terras da categoria A-II (a segunda mais valorizada) passou de R$ 106,7 mil o hectare em 2024 para R$ 126,3 mil neste ano – aumento de 18,3%. Em Castro e em Palmeira, o percentual de crescimento foi o mesmo. Na “capital do leite”, o preço do hectare subiu de R$ 105,6 mil para R$ 125,2 mil (+18,5%); em Palmeira, o valor atual das terras agrícolas da categoria A-II está em R$ 132,2 mil enquanto que um ano atrás o hectare era de R$ 111,3 mil (+18,7%).

Outra cidade que também se destacou na valorização das terras agrícolas no último ano foi Guarapuava, na região Centro-sul. O hectare que era avaliado em R$ 97,4 mil agora está em R$ 114,3 mil – aumento de 17,35%.

Hora de negociar

Na avaliação do corretor Claudecir Carvalho, da EARCGE Imobiliária Rural, com sede em Ponta Grossa, com o preço das terras agrícolas em alta, o momento é oportuno para quem deseja negociar. “O mercado está aquecido”, observa o especialista. Ele destaca uma relação íntima entre valor de terra e produtividade.

“O preço da terra hoje vale o que ela entrega de produção. Não adianta ter uma fazenda de 100 alqueires se o produtor plantar em apenas 20”, diz Carvalho. Quanto maior a produção, mais rapidamente o dinheiro investido na compra da fazenda será ressarcido. “Há fazendas em que o produtor pode fazer de duas a três safras de soja por ano”, revela o corretor da EARCGE.

Soja X terras

O engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral), Hugo Godinho, reforça esse indicativo. “O preço da soja tem relação muito grande na hora de fechar negócio. Áreas de pastagem estão se tornando cada vez mais áreas de lavoura”, afirma. “E muitas famílias tem feito inventário de herança com base nisso”, diz Godinho.

Para ele, a valorização das terras nessa região do Paraná é resultado, em parte, do preço da soja. É por meio do preço da saca desse grão que o valor das terras é calculado. 

Segundo Godinho, depois do auge do preço da soja, em 2022 – que atingiu patamares próximos a R$ 200 a saca, fechando a média anual em R$ 173 –, as terras agrícolas dos Campos Gerais começaram a se valorizar aos poucos, chegando aos índices atuais.

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