09 de julho de 2026

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Receita Federal arrecadou quase R$ 9 bilhões na região entre janeiro e outubro


Por Matheus Dias Publicado 26/11/2025 às 11h55 Atualizado 25/02/2026 às 12h38
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Restituição da Receita IR 2025
Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa (DRF/Ponta Grossa), que possui sob sua responsabilidade uma região com abrangência de 64 municípios, arrecadou, no mês de outubro de 2025, um total de R$961.899.348,00 (novecentos e sessenta e um milhões, oitocentos e noventa e nove mil e trezentos e quarenta e oito reais) em tributos fazendários e previdenciários. 

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O valor total é, em termos nominais (sem considerar a inflação), 2,48% menor do que o registrado no mês de outubro de 2024, quando a arrecadação alcançou o montante de R$986.384.434,00 (novecentos e oitenta e seis milhões, trezentos e oitenta e quatro mil e quatrocentos e trinta e quatro reais). Considerando-se o IPCA acumulado no período, verifica-se que houve uma diminuição real de 7,28% nos valores arrecadados.

Considerando-se o acumulado no período de janeiro a outubro de 2025, a DRF/Ponta Grossa arrecadou um total de R$8.956.479.085,00 (oito bilhões, novecentos e cinquenta e seis milhões, quatrocentos e setenta e nove mil e oitenta e cinco reais) em tributos fazendários e previdenciários. 

O valor total é, em termos nominais (sem considerar a inflação), 6,94% menor do que o registrado no período de janeiro a outubro de 2024, quando a arrecadação alcançou o montante de R$9.624.143.217,00 (nove bilhões, seiscentos e vinte e quatro milhões, cento e quarenta e três mil e duzentos e dezessete reais). Considerando-se o IPCA acumulado no período, verifica-se que houve uma diminuição real de 11,52% nos valores arrecadados.

Entre os fatores que influenciaram a arrecadação do mês de outubro de 2025 (comparação nominal com o mesmo mês do ano anterior), no âmbito da 9ª Região Fiscal (que congrega os estados do PR e de SC) e que também impactaram a região administrada pela DRF/Ponta Grossa, destacam-se: 

  • Resultado da arrecadação previdenciária (+8,5%) (+R$ 503,8 milhões) influenciado pelo crescimento da massa salarial (+8,5% nominal, +3,1% IPCA), ainda que, pelo lado negativo, tenha havido crescimento das compensações (+16,8%);
  • Aumento em COFINS/PIS/PASEP (exceto importação) (+12,5%) (+R$ 367,5 milhões), influenciado positivamente pelos setores de comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas, comércio varejista e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias;
  • Desempenho positivo da arrecadação de IRPJ/CSLL (+4,1%) (+R$ 255,6 milhões), com crescimento nos valores decorrentes da apuração pelo Lucro presumido e queda na apuração pela Estimativa mensal e pelo Balanço trimestral;
  • Crescimento (+7,1%) (+R$ 178,9 milhões) no Simples Nacional, salientando que a variação positiva afeta os tributos que compõem esse pagamento unificado (IRPJ/CSLL, PIS/COFINS, Contribuição Previdenciária, IPI, além de ICMS e ISS);
  • Arrecadação volátil de IRRF – Residentes no Exterior (+93,8%) (+R$ 112,8 milhões). Em outubro de 2025, o resultado negativo é referente, principalmente, ao item Royalties e assistência técnica – residentes no exterior;
  • Desempenho positivo (+9,3%) (+R$ 95,9 milhões) nos recolhimentos de IRRF – Rendimentos do Trabalho decorrente, essencialmente, do desempenho positivo rendimentos do trabalho assalariado;
  • Desempenho positivo no IOF (+42,8%) (+R$ 85,4 milhões), decorrente de operações de crédito – PJ; • IRRF – Capital com crescimento (+23,1%) (+R$ 81,4 milhões), decorrente do resultado dos itens Juros sobre o capital próprio e Aplicações financeiras de renda fixa – PF;
  • Retração (-14,0%) (-R$ 960,9 milhões) nos principais tributos relacionados à importação, com queda de -22,1% (-U$ 1.315,4 milhões) no volume em dólar das mercadorias importadas através da 9ª RF e variação de -4,24% na taxa média do câmbio;
  • Resultado negativo em IRPF (-4,2%) (-R$ 23,8 milhões), principalmente, em função do item IRPF – Ganho de capital na alienação de bens duráveis;
  • Crescimento em IPI – Outros Produtos (+3,1%) (+R$ 16,2 milhões), sob influência dos resultados dos indicadores de produção industrial, e apesar do aumento no montante das compensações;
  • IPI – Automóveis com resultado negativo (-61,7%) (-R$ 65,1 milhões), com queda no volume das compensações tributárias via Dcomps e aumento também na quantidade de licenciamentos de veículos;
  • Compensações declaradas no mês (via DComps) no valor de R$ 3.282,7 milhões (+7,6%), especialmente influenciada pelo aumento nas compensações de débitos de Contribuição previdenciária – RGPS;
  • Desempenho dos principais indicadores macroeconômicos.

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Matheus Dias
Matheus Dias

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Paraná. Ex-foca do jornal O Estado de S. Paulo e repórter do DC desde 2022. Tem experiência na comunicação corporativa e na assessoria de imprensa de setores público e privado. Apaixonado por histórias e esportes.