
O futuro da indústria passa, obrigatoriamente, pela preservação ambiental. No mês do Meio Ambiente, a Klabin reforça como o cuidado com a natureza virou peça central de sua estratégia. Longe de ser apenas discurso, a gigante do setor de papel e celulose transforma a rotina operacional em resultados práticos para garantir fôlego ao negócio no longo prazo.
Mosaico florestal e a proteção da jacutinga
A virada de chave começou ainda na década de 1960. A Klabin foi pioneira no país ao adotar o manejo florestal em formato de mosaico. Essa técnica consiste em intercalar os plantios de pinus e eucalipto com grandes faixas de mata nativa. A estratégia cria corredores ecológicos fundamentais para o trânsito e a sobrevivência de animais silvestres, como a ave jacutinga. Em maio de 2026, a empresa anunciou a descoberta de um ovo de jacutinga, posto em área livre.
Por que a jacutinga é importante?
A ave é um termômetro vivo da saúde das florestas. Considerada ameaçada de extinção, a espécie ganhou um novo capítulo nos Campos Gerais. O Parque Ecológico Klabin, em Telêmaco Borba, identificou o primeiro ovo de jacutinga em vida livre na região. O registro histórico coroa um projeto iniciado em 2022. Na ocasião, 30 aves foram soltas em áreas protegidas da companhia.
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A postura do ovo prova que os animais voltaram a se reproduzir na natureza. Como o ninho original estava exposto a predadores, a equipe técnica fez um resgate estratégico. O ovo foi chocado com segurança no parque. O filhote nasceu saudável e já convive com o bando. Para acelerar o repovoamento, a Klabin instalou ninhos artificiais nas árvores. Também plantou mudas de palmito, o alimento favorito da espécie.
A jacutinga atua como uma jardineira natural da Mata Atlântica. Ela espalha sementes e ajuda a regenerar todo o ecossistema local. A ação faz parte das metas KODS da empresa. O plano prevê reintroduzir espécies extintas localmente até 2030. O projeto mostra que a produção de celulose pode caminhar lado a lado com a ciência. A iniciativa devolve o equilíbrio ambiental e protege a rica biodiversidade regional.
Administração de terras
Atualmente, a companhia administra mais de 900 mil hectares de terras no Brasil. Desse total, 41% são áreas inteiramente dedicadas à conservação. Esse cinturão verde cumpre funções vitais para o ecossistema. Ele retira carbono da atmosfera, protege a qualidade do solo e garante a regulação do clima regional.
Indústria verde e a força da energia renovável
Dentro das fábricas, o foco está na eficiência energética e no desperdício zero. O grupo alcançou uma marca histórica na produção. Hoje, mais de 93 por cento de sua matriz energética vem de fontes limpas e renováveis. A empresa queima subprodutos do próprio processo industrial para gerar eletricidade em suas instalações.
A economia circular também dita o ritmo nas unidades operacionais. A gestão de resíduos sólidos reaproveita 99 por cento dos materiais gerados na produção. Esse esforço diário aproxima a empresa de uma meta audaciosa para esta década. O compromisso é zerar totalmente o envio de lixo para aterros até 2030.
Metas KODS aceleram compromissos com a ONU
Para dar transparência ao mercado, a companhia lançou os Objetivos Klabin para o Desenvolvimento Sustentável. Conhecidas como Metas KODS, as diretrizes internas estão alinhadas com a Agenda 2030 da ONU. Os relatórios mais recentes da empresa mostram avanços consolidados em indicadores complexos.
O consumo de água nas fábricas caiu 36,7% em relação a 2018. O índice superou a meta inicial estipulada para o período. Outro destaque é o manejo hidrossolidário. Ele já cobre 96,3% das operações de colheita própria. O método protege as bacias hidrográficas e garante água para as comunidades vizinhas. (Com informações da Klabin).