15 de julho de 2026

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Trabalhos na Souza Naves, em Ponta Grossa, iniciam neste sábado


Por dmais Publicado 17/07/2020 às 21h35 Atualizado 24/02/2026 às 00h02
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Com investimentos de R$ 53,2 milhões pela concessionária CCR Rodonorte, começam neste sábado (18), os serviços preliminares às obras de infraestrutura na Avenida Souza Naves, trecho urbano da BR-373 em Ponta Grossa. Fruto de um acordo de leniência firmado entre empresa e Ministério Público Federal, as obras compreendem a construção de dois viadutos: no km 173, na região do Jardim Sabará; e no km 180, na região da Bocaina. 

Segundo a CCR Rodonorte, os serviços preliminares iniciarão com o ajuste de postes de iluminação nos dois segmentos. Os trabalhos iniciam a partir das 8 horas no km 173, por empresa terceirizada da concessionária. Neste primeiro final de semana de trabalho, não haverá nenhum tipo de interdição – total ou parcial – no tráfego da rodovia.   

Os projetos dos dois viadutos estão em vias de aprovação pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) e as as obras devendo iniciar em agosto. 

Polêmica
Paralelamente ao início dos trabalhos na via, um grupo de moradores e empresários pede, na Justiça a suspensão das obras na região do Jardim Sabará. Nesta sexta-feira (17), eles protocolaram recurso de apelação à decisão proferida pelo juiz da 2ª Vara Federal de Ponta Grossa, Antônio César Bochenek, no início de julho. Na ocasião, o juiz negou a liminar e extinguiu o processo. 

No recurso, o advogado Guilherme de Salles Gonçalves, que representa os moradores e empresários, requer que Bochenek, em retratação, reveja a decisão, no prazo de cinco dias, determinando a imediata suspensão das obras. Pede ainda que determine ao DER, Estado do Paraná e a CCR Rodonorte – para que explicitem onde estão as licenças necessárias para a realização da obra; além da citação das partes e a designação de audiência conciliatória. “Se isso não acontecer, vamos recorrer direto ao Tribunal Regional Federal – 4ª Região, através de medida cautelar”, explica Gonçalves. 

Além disso, na quarta-feira (15), o grupo encaminhou em que requer à coordenação da Força Tarefa da Operação Lava Jato a abertura de investigação acerca de ilegalidades apontadas na ação proposta na Justiça Federal. A principal justificativa para a ação é que a população atingida não foi informada ou consultada sobre as alterações previstas; o grupo aponta ainda que o projeto da obra desrespeitou a legislação e o Plano Diretor do Município.

O advogado reforça que o grupo não é contra as obras, mas defende que o trabalho siga os trâmites legais. 

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