14 de julho de 2026

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Tecnologia da sexagem pode transformar a produção de ovos


Por Cícero Goytacaz Publicado 19/10/2025 às 19h58 Atualizado 25/02/2026 às 13h54
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Foto ilustrativa de ovos em cesta
Foto ilustrativa/Assessorias

No Brasil, a Innovate Animal Ag realizou uma pesquisa com 1.553 consumidores responsáveis pela maior parte das compras domésticas, entre 20 e 30 de dezembro de 2024. Os resultados indicaram que 79% dos entrevistados manifestaram interesse em adquirir ovos produzidos com essa tecnologia. Além disso, 76% se mostraram dispostos a pagar um valor adicional médio de R$ 3,87 por dúzia. Antes da pesquisa, 86% dos consumidores desconheciam a tecnologia, e 72% acreditam que a indústria deveria adotá-la para substituir o abate de pintinhos machos.

A aplicação da sexagem in-ovo já está presente em países da União Europeia, onde cerca de 28% das galinhas poedeiras são provenientes de lotes sexados in-ovo. Nos Estados Unidos, a expectativa é que a adoção da técnica cresça nos próximos anos, especialmente em nichos de mercado preocupados com o bem-estar animal.

No Brasil, empresas do setor de avicultura, como a Raiar, já utilizam a tecnologia em suas operações. Além disso, iniciativas regulatórias buscam proibir o abate e descarte de pintinhos machos recém-eclodidos, o que pode acelerar a adoção da tecnologia.

Impactos para produtores

A implementação da sexagem in-ovo altera processos produtivos ao exigir investimentos em equipamentos específicos e treinamento para garantir rapidez e precisão na identificação do sexo dos embriões. Embora haja aumento nos custos operacionais, a tecnologia pode reduzir perdas associadas ao abate de pintinhos machos, além de possibilitar o atendimento a mercados que demandam práticas mais sustentáveis e éticas. O ajuste na cadeia produtiva pode representar uma mudança estrutural nos sistemas de incubação e produção.

Impactos para consumidores

Os consumidores demonstram crescente interesse em produtos que promovem o bem-estar animal, manifestando disposição para pagar um valor adicional pelos ovos sexados in-ovo. A tecnologia pode oferecer maior transparência sobre a origem dos alimentos, alinhando-se a tendências de consumo consciente. No entanto, o aumento no preço dos ovos pode influenciar decisões de compra, sendo necessário equilibrar custo e aceitação do mercado.

Impactos para o meio ambiente

Ao evitar o abate e descarte de pintinhos machos, a sexagem in-ovo contribui para a redução do desperdício e dos impactos ambientais associados à produção animal. A técnica pode diminuir o uso de recursos naturais relacionados à criação desnecessária de pintinhos machos, alinhando a produção de ovos a práticas com menor pegada ambiental. Além disso, o método pode colaborar com políticas e legislações ambientais que buscam minimizar impactos negativos da agropecuária.

A expectativa é que, com o avanço da tecnologia e o aumento da aceitação pelo mercado, a sexagem in-ovo se torne prática comum na produção de ovos, promovendo mudanças na cadeia produtiva e atendendo a demandas sociais, econômicas e ambientais. (Informações: Assessorias)

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Cícero Goytacaz
Cícero Goytacaz

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 2022, repórter de Política do Diário dos Campos. Tem experiência com redação de jornal impresso, sites de notícias, rádio esportivo e transmissões de futebol. Atuou como repórter setorista do Operário Ferroviário Esporte Clube.