Preço dos medicamentos vai sofrer reajuste

Os preços dos medicamentos serão reajustados em todo o território nacional. O reajuste nos medicamentos em 2025 é regulamentado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), e leva em conta fatores como inflação acumulada e custos de produção da indústria farmacêutica. Os novos valores começam a valer a partir da próxima segunda-feira (31), conforme autorização do Governo Federal.
Reajuste nos medicamentos
Uma novidade anunciada é que os medicamentos genéricos estão isentos do reajuste, permanecendo como uma alternativa mais acessível para os brasileiros que dependem de tratamentos de saúde. A decisão foi destacada pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (ABRAFARMAS) como uma estratégia importante para manter o acesso aos medicamentos essenciais.
A CMED, baseada nos critérios estabelecidos pela Lei nº 10.742/2003, fixa os preços máximos de comercialização no Brasil, divididos em Preço Fábrica (PF), Preço Máximo ao Consumidor (PMC) e Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG). O cálculo do reajuste anual considera uma série de fatores, incluindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a produtividade do setor (Fator X), e ajustes internos e entre setores (Fatores Y e Z).
Qual deve ser o reajuste nos medicamentos em 2025?
Para a Abcfarma, entidade que congrega mais de 14 mil farmácias, já é possível calcular qual será o impacto nos valores dos medicamentos.
“O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro registrou 1,31%, elevando o acumulado dos últimos 12 meses para 5,06%. Com isso, projetamos os novos tetos de reajuste estabelecidos pela CMED, considerando os fatores regulatórios e econômicos aplicáveis”, informa.
Percentuais para 2025, segundo a Abcfarma
Nível 1: 5,06% (mercados altamente concorrenciais).
Nível 2: 3,83% (concorrência moderada).
Nível 3: 2,60% (baixa concorrência).
