
O cenário econômico do Paraguai está transformando o país vizinho em um dos destinos mais cobiçados para o capital brasileiro. O interesse agora se volta para as novas tendências urbanas de Assunção, como os modernos studios e centros logísticos de alto padrão.
O que atrai os investidores é uma combinação agressiva de fatores econômicos: enquanto o Brasil convive com taxas de juros elevadas, o Paraguai oferece índices na casa dos 5,5%. Com a inflação controlada em 3% e um imposto de renda fixado em apenas 10%, o país consolidou um ambiente de segurança jurídica e liberdade para repatriação de lucros.
Recentemente, rodadas de negócios voltadas ao mercado paraguaio resultaram em vendas concretizadas em apenas alguns minutos após as apresentações a um grupo seleto de 12 investidores dos Campos Gerais. Isso confirma que a procura por diversificação internacional vai muito além da simples curiosidade.
Diferente de outros mercados, o crescimento no Paraguai não é puramente especulativo. O Censo de 2022 revelou um déficit habitacional superior a 1,1 milhão de moradias. Desse total, 108.678 correspondem à necessidade de construção de novas unidades, enquanto 1.008.534 residências necessitam de melhorias estruturais,” explica Carlos Tavarnaro, diretor executivo da Tavarnaro Consultoria.
Para quem investe, os números são expressivos: a valorização de imóveis na planta pode chegar a 30%, com um retorno total anual (renda de locação somada à valorização) estimado entre 11% e 13% em regiões premium.
Além da rentabilidade, o governo paraguaio oferece facilidades como a residência permanente para investimentos a partir de US$ 150 mil. Esse conjunto de benefícios está quebrando o antigo estigma de “país de fronteira”, revelando um mercado imobiliário sólido, organizado e pronto para absorver o capital estrangeiro em busca de estabilidade e alta performance.
