12 de julho de 2026

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Israel declara a Lula ‘persona non grata’ por falar sobre o Holocausto


Por Agência Brasil Publicado 19/02/2024 às 18h28 Atualizado 26/02/2026 às 04h56
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Foto: Routers - Dedi Hayun. Divulgação Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suas declarações sobre as operações israelenses na Faixa de Gaza e o corte da ajuda humanitária aos habitantes da região. Nas redes sociais, Katz declarou Lula pessoa não agradável (persona non grata).

“Não perdoaremos e não esqueceremos. Em meu nome e em nome dos cidadãos de Israel, informei ao presidente Lula que ele é uma pessoa desagradável em Israel até que se desculpe e se retrate de suas palavras”, publicou o embaixador israelense.

“Esta manhã convoquei o embaixador brasileiro em Israel perto de Vashem, o lugar que testemunha mais do que qualquer outra coisa o que os nazistas e Hitler fizeram aos judeus, incluindo membros da minha família”, disse Katz em uma entrevista concedida no memorial do Holocausto em Vashem.

“A comparação do presidente brasileiro Lula entre a guerra justa de Israel contra o Hamas e as ações de Hitler e dos nazistas, que destruíram 6 milhões de judeus, é um grave ataque antissemita que profana a memória dos que morreram no Holocausto.”

Ontem (18), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o discurso de Lula equivalia a “cruzar uma linha vermelha”. “As palavras do presidente do Brasil são vergonhosas e graves. Trata-se de trivializar o Holocausto e de tentar prejudicar o povo judeu e o direito de Israel de se defender.”

O discurso de Lula

Em uma coletiva de imprensa durante uma viagem oficial à Etiópia, o presidente brasileiro classificou as mortes de civis em Gaza como “genocídio”, criticou os países desenvolvidos por reduzir ou cortar a ajuda humanitária à região e afirmou que “o que está ocorrendo na Faixa de Gaza ao povo palestino nunca aconteceu na história. De fato, aconteceu quando Hitler decidiu matar os judeus”.

“Não é uma guerra entre soldados e soldados. É uma guerra entre um exército altamente preparado e mulheres e crianças”, disse Lula.

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