17 de julho de 2026

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Goleiro titular da seleção e campeão paranaense morre aos 87 anos


Por Redação Publicado 08/04/2025 às 13h45 Atualizado 25/02/2026 às 19h20
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(Foto: Arquivo/Botafogo)


O goleiro Haílton Corrêa de Arruda, também conhecido como Manga, morreu na manhã desta terça-feira (8), aos 87 anos, em um hospital na zona oeste do Rio de Janeiro, após anos de tratamento de um câncer de próstata. Sua trajetória foi tão espetacular que daria um filme. O Manguita Fenômeno, que fez parte de dois times referenciais do nosso futebol, que teve os dedos entortados de tanto jogar com eles quebrados, o titular da seleção brasileira na Copa de 1966, deixa a vida para entrar definitivamente na história.

Manga começou no Botafogo, foram dez anos e vinte títulos, o jogador com mais títulos da história do clube.

Melhor goleiro do Brasil na segunda metade dos anos 1960, Manga foi para a seleção brasileira como titular na Copa de 1966. Com as marcas da seleção, ele deu uma guinada na carreira e foi jogar no Nacional de Montevidéu. Lá passou seis temporadas, virou o “Manguita Fenômeno”, ganhou tudo (inclusive Libertadores e Mundial) e virou ídolo eterno

A volta ao Brasil

Em 1974, Manga foi jogar no Internacional, sendo um dos destaques do time bicampeão brasileiro de Falcão, Paulo César Carpegiani e Figueroa. Já era o maior goleiro do Botafogo, virou o maior goleiro do Colorado. E ainda fez mais. Após deixar o time gaúcho, foi para uma aventura no Operário de Campo Grande, e liderou o time em uma campanha épica que chegou ao terceiro lugar no Brasileirão de 1977. Mais tarde, o goleiro jogou no Grêmio e também foi campeão por lá.

Manga no Coritiba

Foi apenas uma temporada, mas a passagem de Manga no Coritiba foi marcante. Se o Coxa foi campeão paranaense de 1978, deve muito ao goleiro e suas mãos já calejadas e com os dedos tortos. Não é força de expressão dizer que ele ganhou sozinho a decisão por pênaltis diante do Athletico, após três jogos empatados em 0x0. Com manha e catimba, ele aterrorizou os jogadores adversários, que foram perdendo pênaltis sucessivamente. E Manga, que tinha negociado um bicho extra com o presidente Evangelino da Costa Neves no intervalo do jogo (“Manguita está com dores”, dizia ao Chinês), levantou mais uma taça.

Homenagem do Coritiba

O Coxa publicou nas suas redes sociais uma homenagem ao goleiro Manga. Veja abaixo:

“É com pesar que recebemos a notícia do falecimento de Haílton Corrêa de Arruda, o Manga. Ídolo de grandes clubes brasileiros, dentre eles o Coritiba. Manga deixou sua história marcada com a nossa camisa 1, na conquista do título Paranaense de 1978. Manga também é o inspirador do Dia do Goleiro (26 de abril), data que marca o aniversário do ídolo do futebol. Descanse em paz, Manga! “

*As informações são do portal Ric.com, parceiro de conteúdo do Diário dos Campos.

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