Brasil acelera exportação: peixe fresco chega às prateleiras dos EUA em 36 horas; entenda

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, embarcou na última semana a primeira carga de pescado para os Estados Unidos sem a emissão da Certificação Sanitária Internacional (CSI), um procedimento para exportação que era exigido por meio de acordo firmado entre Estados Unidos e Brasil desde 2012. Desde que a desburocratização foi anunciada, em outubro, testes começaram a ser realizados.
O Brasil é o segundo maior exportador de pescados aos Estados Unidos, com o filé de tilápia como principal produto.
Como funciona o teste da exportação?
Foram carregadas 34 toneladas de filé fresco de tilápia para os Estados Unidos em caráter experimental desde o início dos testes. A expectativa é aumentar as frequências semanais e o volume exportado por meio do trabalho conjunto entre exportador, importador, agente de carga, companhia aérea, o sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a concessionária do aeroporto para intensificar esses embarques no local.
A intenção de toda essa cadeia é reduzir de 48 horas para 36 horas o processo que se inicia com a retirada do peixe da água, abate, filetagem, carregamento, transporte rodoviário, embarque e disponibiliza para o consumidor nas prateleiras dos varejistas nos Estados Unidos.
Os testes realizados nas últimas semanas demonstraram maior agilidade no processo, melhor desempenho e qualidade logística além de menor custo na operação. Se esses resultados persistirem, é esperado incremento de vendas e valorização do produto brasileiro no mercado americano. O consumidor daquele país terá acesso a um produto ainda mais fresco, com prazo de validade maior e menor preço.
