22 de julho de 2026

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Atraso na colheita do milho deve encarecer frete em 2023


Por Da Redação Publicado 14/08/2023 às 18h51 Atualizado 26/02/2026 às 10h03
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Foto: Arquivo DC

O mercado de fretes rodoviários para o transporte de produtos agrícolas deve ficar aquecido até setembro e depois tende a ter preços menores até o início da safra de verão, prevista para fevereiro de 2024.

Mas os valores médios cobrados por motoristas e transportadoras devem ser maiores que os praticados no mesmo período de 2022. Tal informações foi divulgada de acordo com projeções do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial.

Efeito cascata

O motivo é que a segunda safra de milho está atrasada, com apenas 64% da área colhida até o início de agosto. No mesmo período da safra passada, a colheita havia atingido 80%.

Com o atraso na colheita do milho, o período em que os valores do frete ficam mais aquecidos também se estendeu.

Valor estável

Outro motivo para a expectativa de preços mais firmes que os registrados no mesmo período de 2022 é que as exportações de milho estão em alta. São 11,7 milhões de toneladas comercializadas com o exterior neste ano até julho. Nesse mesmo período de 2022 eram 10,4 milhões de toneladas.

Na rota entre Ribeirão Preto (SP) e Santos (SP), por onde são transportados grandes carregamentos de açúcar, a média de julho foi de R$ 177,50 a tonelada. Para agosto a previsão é de R$ 184,42, e o pico deve ser atingido em setembro com R$ 187,74 a tonelada, em média.

Frete de fertilizantes

No caso do transporte de fertilizantes, na rota porto de Paranaguá (PR) a Rondonópolis (MT), a previsão é de um pico de preços em outubro, quando usualmente chegam os carregamentos para atender o plantio da safra de verão.

A projeção é de que alcance R$ 270,65 a tonelada. Em julho, a média era R$ 224,20 a tonelada, 12,3% menos que no mesmo mês de 2022.

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