E quando o acomodado ameaça que vai cometer uma loucura caso perca o emprego?
Chantagem emocional
Que toda empresa acaba sempre servindo às famílias dos proprietários não é nenhuma novidade no meio corporativo. Isso é até relativamente comum. Empresas são criadas para servir aos interesses dos seus criadores e também, porque não, das suas famílias. A grande questão é quando se tem na equipe uma pessoa que é acomodada porque é parente de dono da empresa e pior, essa pessoa acomodada toda vez que começa a ser pressionada a entregar resultados, a melhorar o seu desempenho ou pelo menos apresentar um desempenho mínimo, começa logo com devaneios e costuma dizer que está prestes a cometer uma loucura.
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Comunicação
O profissional coerente sabe diferenciar situações pessoais de situações que são do âmbito da empresa. Empresarialmente falando um profissional não pode se submeter a qualquer tipo de ameaça por parte de um funcionário e muito menos se colocar na condição de um psicólogo ou psiquiatra para entender se a ameaça que a pessoa está fazendo é real ou não. A única coisa que o profissional coerente faz é comunicar à alta gestão e pedir um posicionamento. O profissional que fica fazendo ameaças no ambiente de trabalho pode corromper o ânimo ou a motivação de toda uma equipe.
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Não pode ser refém
Nesse caso específico o funcionário só é mantido na equipe não pelo seu mérito, mas por conta da relação de parentesco que tem com a alta gestão. De forma simples e prática o gestor não pode e não deve ser refém de ameaças no ambiente corporativo por parte dos seus funcionários. De outro lado, questões pessoais devem ser resolvidas no âmbito da família e não trazidas para a empresa e jogadas literalmente no colo dos profissionais que lá trabalham para resolver aquilo que a família não tem coragem de encarar.
(Luciano Salamacha)
