15 de julho de 2026

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Como conversar com a chefia sobre a política de cortes adotada pela empresa?


Por dmais Publicado 24/07/2013 às 22h47 Atualizado 23/02/2026 às 17h26
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Quem é o maior interessado

Toda vez que se iniciar uma discussão no meio corporativo, um cuidado especial deve ser tomado tanto por parte do empregado quanto por parte do empregador. Antes de iniciar o debate é importante estabelecer, de uma maneira clara e aberta, qual é o grau de interesse que cada uma das partes tem na questão. Para quem tem uma visão simplista das relações entre patrão e empregado tudo se resume naquela clássica disputa entre o desejo de ter lucro e o desejo de ganhar mais. 

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Inversão dos polos

Porém, aqueles que se dedicam a analisar com um pouquinho mais de cuidado essas relações conseguem perceber que, em muitos casos, esses polos acabam se invertendo, ou seja, um funcionário pode colocar os interesses da empresa em primeiro lugar e até assumir uma posição de desvantagem para si mesmo, como no caso daquele profissional que luta para que a empresa lhe permita racionalizar alguns processos, mesmo que isso signifique no futuro uma mão de obra ociosa e consequentemente cortes de pessoal.

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Evite equívocos

Também alguns gestores podem acabar assumindo posicionamentos em nome da equipe, ainda que isso seja diretamente prejudicial para a empresa, como a orientação clara do uso das políticas de segurança do trabalho além do que é normalmente exigido por lei. Assim, para que um profissional consiga debater com coerência sobre a política de cortes de despesas adotados pela sua chefia, deve ficar inequívoco quem é o principal interessado no resultado desta conversa. Caso seja a empresa há maior chance de você ser ouvido. Entretanto, se a chefia achar que o beneficiado vai ser o funcionário, preste atenção e tome muito cuidado, pois como diz o ditado popular, o tiro pode sair pela culatra.

(Luciano Salamacha)

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