09 de julho de 2026

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Sherlock Holmes Cultura lista descobertas em Ponta Grossa


Por Neuza Helena Postiglione Mansani e Carlos Mendes Fontes Neto Publicado 03/01/2025 às 18h48 Atualizado 25/02/2026 às 21h36
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O ano de 2024 foi de grande relevância para o Grupo Sherlock Holmes Cultura. Cada vez mais pessoas se somaram ao nosso grupo que completou dez anos de existência. Renomados professores, historiadores, pesquisadores e todos que têm apreço pela Princesa dos Campos participam das nossas discussões e publicações da coluna do jornal Diário dos Campos e redes sociais.

Obrigado aos integrantes que publicaram na coluna em 2024: Isolde Maria Waldmann, Renato Van Wilpe, Jefferson Mainardes, Aída Mansani Lavalle, José Tadeu T. de Siqueira, Rafael Pomim, Maria Lourdes Osternach Pedroso, Silmara Fernandes de Oliveira, Teresa Jussara Luporini, Douglas Passoni, Isabel Regina Nascimento, Márcia Dropa e Rosana Nadal de Arruda Moura, entre tantos outros.

Durante o ano, várias questões foram apresentadas e procuramos sempre colaborar com estudantes em temas importantes para a cidade, permitindo o resgate de memórias e histórias que devolvem um pouco do nosso patrimônio cultural. E, principalmente, permitimos que todos que procuram pensar uma cidade mais inclusiva e culturalmente elevada tivessem voz.

Ao iniciar o novo ano, que esse engajamento aumente para proporcionar um espaço plural que reverta em uma cidade com maior qualidade urbana e identidade cultural, como provam algumas postagens registradas durante 2024:

Aída Mansani Lavalle: “Os Arquivos da Prefeitura foram transferidos várias vezes. Quando a sede da Prefeitura estava num prédio na rua Doutor Colares, colocaram uma parte dele num prédio velho na rua 7 de Setembro quase em frente ao antigo Cine Renascença. O que não coube foi descartado e queimado. O nosso confrade David deve lembrar, fiquei dias na ante-sala de seu gabinete pedindo a doação para a Biblioteca da UEPG. Salvei exemplares do jornal 19 de Dezembro. Depois disso os Arquivos estiveram na Praça Marechal Floriano, onde depois funcionou um bar. Fiz um levantamento de documentos com auxílio de alguns alunos. Quando chegou ao destino final tinha muitas falhas¨ (24/09/2024).

Renoaldo Kaczmarech: “Para mim não existe justificativa para descarte de livros, e objetos antigos pertencentes a uma escola. Claro que os interessados em se livrar deles, criarão sempre alguma justificativa, a velha história de sempre. Por favor se atentem aos títulos, ao carimbo dos mesmos mostrando a que biblioteca escolar pertenceram, carimbo de doação, perguntaria à Secretaria de Educação, porque as bibliotecas escolares sofrem tantos expurgos?????? Camões perde validade? O Escândalo do Petróleo e Ferro, de Lobato, perde validade? Poesia Religiosa Brasileira, perde validade? Histórias de Natal, perde validade? História Inédita do Brasil perde validade? Mas por favor não me respondam com as respostas clichês de sempre, são velhos, não são lidos, são desatualizados. Lamentável, sem mais palavras, estou cansado de tanta “Educação” (sobre descarte de livros de biblioteca escolar, em 18/01/24).

Dennys Souza: Tenho este livro com está bela letra e dedicatória. Alguém tem conhecimento e poderia me contar quem seria este senhor Elias Bacila?

David Pilatti Montes: Era pai do médico Dr.Bacila, que morava e tinha consultório na avenida Vicente Machado. (7/12/24)


Márcia Dropa: “O local não merece nenhum tipo de interferência que descaracterize seu espaço. Não vão desmanchar com os pés o que nossos antepassados construíram com as mãos e muito carinho” (sobre o antigo 26 de Outubro, em 20/12/24).

Maria Alice Dechand Schnitzler: “Na década de 70, principalmente aos domingos, as sessões do Inajá eram lotadas, filas de virar a esquina, especialmente a sessão das 19:30. Boa parte da clientela aguardava a semana toda por isso. As pessoas se punham bonitas, bem arrumadas, perfumadas… Era um acontecimento! Ali começaram muitos relacionamentos de amizade, de namoro… alguns duram até hoje. Não há como negar a influência cultural dos cinemas na nossa sociedade! Já nos tempos de Cine Renascença, eu era criança, mas lembro e também ouvi relatos da família e amigos, que a turma da qual meus pais faziam parte íam todas as quartas feiras (quando mudava o filme) e aos domingos. Inclusive contavam que ali era lançada moda para as senhoras e senhoritas da época”( sobre o documentário “Era uma vez um cinema…” de João Paulo Fagundes, em 15/08/24)

Maria Augusta Pereira Jorge: ”A SCABI- Sociedade de Cultura Artística Brasilio Itiberê, de 1949 a 1976 trouxe a PG os bailarinos Renan Sasso, Tatiana Leskova e Oleg Brainsky. O New York Jazz Quintet, o pianista Renée Devraine Frank, a violonista italiana Wanda Luzzato, entre tenores e sopranos de fama internacional, etc. (sobre personalidades e artistas que passaram pela cidade, em 28/05/24)

Carlos M. Fontes Neto: Nosso patrimônio arquitetônico não traz em si nenhum valor absoluto, mas é preciso considerar a imagem que esse bem cultural ou histórico traz impregnado na nossa identidade reflete o juízo de valor que a sociedade faz dele. E é isso que traduz para o momento atual o contexto que ele tem no cenário urbano da cidade.
O valor de uso que a Estação Paraná tem deve atender as condições materiais de utilização prática dos monumentos. Por outro lado, temos o valor da arte presente nela, que revela os aspectos históricos e artísticos da elaboração da construção do final do século XIX.
Segundo o historiador austríaco Riegl, o valor de uso inerente a todos os bens culturais (os prédios precisam ser ocupados para subsistir no tempo e no espaço), tanto nos que conservaram seu uso original, com as funções antigas, quanto aos que porventura venham receber novas utilidades, precisam conservar suas características intactas. É preciso considerar que o valor de uso não pode se sobrepor ao valor da arte (sobre a Estação Paraná, 15/11/24).
Maria Lourdes Osternach Pedroso: O proprietário era engenheiro e construiu uma casa linda por dentro e por fora, tudo de primeira qualidade, o assoalho era uma obra de arte, todos os móveis de madeira de lei maciça. Coisa lindíssima! Em uma noite foi tudo pro chão e… pro lixo! (sobre a demolição da casa do prefeito Eurico Batista Rosas , em 16/10/24)

Rafael Pomim: “Boa tarde, Professor Jefferson Mainardes!
Em primeiro lugar, meus sinceros parabéns pelo excelente artigo sobre o Professor Raul Machado. Tomei a liberdade de compartilhar o texto com alguns grupos dedicados à história de Jaguariaíva, e uma senhora, cuja mãe, já falecida, foi aluna do referido mestre, compartilhou esta foto do Grupo Escolar Izabel Branco em Jaguariaíva, na qual o professor aparece vestido de terno preto. Seu artigo suscitou valiosas lembranças entre os moradores da cidade. Parabéns, mais uma vez. (sobre a coluna Professor Raul Machado, 20/09/24)

Rafael Guedes: “Embora incipientes, exemplos da chamada “arquitetura hostil” já podem ser vistos em diversos locais do centro de Ponta Grossa. Ainda dá tempo de empresários e poder público repensarem o uso desses dispositivos que agridem o espaço urbano e segregam os mais diversos grupos sociais (sobre matéria da jornalista Michele de Geus na revista D’P em 19/05/24).

Isabel Regina Nascimento: “Essa relíquia, ela está na mesma casa há 100 anos. Conta a história que o local era visitado para orações e novenas e de onde saiam procissões até a Catedral. Muito da história já se perdeu mas, estou em busca de mais informações. A casa de madeira fica na rua Judith Silveira. Alguém do grupo sabe sobre esses fatos? (4/05/24)

Sérgio Monteiro Zan: “Sim. Era essa a casa de Bruno Enei. Ele nunca teve carro e usava a garagem como biblioteca, onde passava horas e horas lendo. Eu, um moleque de 16 a 18 anos, com pretensões a intelectual, ia muito lá ouvir lições preciosas e mexer naqueles livros incríveis. Minha formação deve muitíssimo a tudo isso” (sobre a descoberta da casa da 7 de setembro em que viveu o Bruno Enei, em 11/03/24)

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Sherlock Holmes Cultura

Folhas mortas

Publicado 19/06/2026 às 00h00

Gosto de pensar nas coisas que já passaram por minha cidade tão querida. De algumas não sinto saudades, mas de…


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