Lílian Yara de Oliveira Gomes
CRP 08/17889
Já manifestei que não sou adepta a datas pré-estabelecidas para chamar a atenção a fatos que deveriam ter atenção constante.
Porém, como isso faz parte da nossa realidade, vamos lá. O “Setembro Amarelo”, é instituído para chamar a atenção ao combate ao suicídio. Quando isso acontece, nos causa muita estranheza e surpresa. Como uma pessoa pode colocar fim à sua própria vida!
“De janeiro até 1º de agosto/19, a Secretaria de Saúde registrou 78 mortes só no Distrito Federal. Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Os mesmos dados ainda afirmam que cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida no mundo, a cada ano.
Mesmo se tratando de um grave problema de saúde pública, os suicídios podem ser evitados se identificado em tempo prévio.
A psicóloga e suicidologista Karina Okajima Fukumitsu acredita que o suicídio é o ápice do que ela chama de "processo de morrência".
Segundo a Psicóloga Karina, "a pessoa já está se sentindo desgostosa da vida, sem sentido, e vai definhando existencialmente." E nos aponta:
Comportamentos diretos
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Tentativas de suicídio anteriores
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Mudanças repentinas de comportamento
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Ameaça de suicídio ou expressão/verbalização de intenso desejo de morrer
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Sinais observáveis de depressão
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Oscilação de humor
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Pessimismo
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Desesperança
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Desespero
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Desamparo
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Ansiedade, dor psíquica, estresse acentuado
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Problemas associados ao sono (excessivo ou insônia)
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Desejo de vingança
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Isolamento da família, amigos, eventos sociais
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Mudanças dramáticas de humor
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Falta de sentido para viver
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Aumento do uso de álcool e/ou outras drogas
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Impulsividade e interesse por situações de riscos
Verbalização direta
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"Eu quero morrer."
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"Gostaria de estar morto."
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"A morte poderá resolver essa situação."
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"Se ele não me aceitar de volta, eu me matarei."
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"Quero sumir. Não aguento mais! Só morrendo mesmo para aguentar."
Verbalização indireta
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"Se isso acontecer novamente, acabarei com tudo."
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"Eu não consigo aguentar mais isso."
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"Estou cansado da vida, não quero continuar."
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"Não sou mais quem eu era."
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"Ninguém mais precisa de mim."
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"Eu sou mesmo um fracassado e inútil. Tudo seria melhor sem mim."
Porém, nem sempre estamos atentos a tais sinais e na maioria das vezes estamos vivendo o isolamento de nossas vidas, que não observamos o que está acontecendo à nossa volta, no nosso dia-a-dia.
Portanto, pode ser prevenido e aí acredito que campanhas como essa, servirão para esclarecer, orientar e prevenir tal ato, pois a pessoa “nem sempre toma consciência que quer morrer, mas quer matar a própria dor”!