“Metáfora do escafandro”

Nise da Silveira, pioneira médica psiquiátrica, nascida em Maceió, em 15/02/1905 e falecida em 30/10/1999, deixou um legado que transformaria a abordagem em saúde mental no Brasil, principalmente ao tratamento das psicoses, revolucionando e introduzindo a arte como recurso terapêutico aos seus pacientes e iniciando os primeiros passos da luta antimanicomial em nosso país.
“Seu trabalho mudou os tratamentos psiquiátricos, substituindo métodos pouco eficientes e extremamente agressivos para os pacientes com transtornos mentais”.
Essa prática perdura em nossos dias, como uma das alternativas para que os pacientes tenham a oportunidade de externar sentimentos, emoções, dores e sofrimentos psíquicos.
Na psicoterapia, se faz importante instrumento para aprofundar a queixa do paciente, o significado do que expressou pelo desenho, pintura e nas diferentes formas de se expressar, para que possa explorar seu mundo interior.
“A metáfora do escafandro, possibilita ao psicoterapeuta ser como um mergulhador, que propicia, por meio de questionamentos, relato da queixa, ouvindo seu sofrimento, explorar com habilidade o mundo interior do paciente”.
Importante, aprofundar a queixa do paciente. E, isso exige conhecimento, domínio da técnica e da escuta ativa e atenta.
Também, a empatia, o não julgamento, sem pré-conceitos são requisitos indispensáveis para a relação paciente-terapeuta no sentido de caminharem juntos na compreensão da complexidade do ser humano e suas mazelas.
“Quando Jung diz que “Todo psicoterapeuta não só tem seu método, ele próprio é esse método”, ele também aponta a conduta para a necessidade de sermos humildes em nossas atuações”.
Portanto, se faz necessário, o estudo constante, a supervisão, a própria psicoterapia, para continuarmos alertas e não alimentarmos “a ilusão de que temos domínio sobre a psique” e com isso “todas as respostas”.
E, como um mergulhador responsável, poderemos oxigenar a análise das diferentes situações apresentadas pelo paciente, na psicoterapia, onde se propicia o acolhimento sem julgamento, sem censura com vistas à melhoria da qualidade de vida e ao enfrentamento consciente.
