04 de julho de 2026

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Por que remédios genéricos são mais baratos?


Por Francielle Mathias Publicado 07/12/2021 às 16h28 Atualizado 21/02/2026 às 05h29
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Por que remédios genéricos são mais baratos? Quem nunca se perguntou por que os remédios genéricos são mais baratos levante a mão. Quando surgiram com força no começo do milênio, ninguém imaginaria que o principal objetivo seria motivo de dúvidas e desconfiança. Sim, os remédios genéricos existem como opções mais acessíveis para a população. Mas certamente você conhece alguém que use isso como argumento para gerar desconfiança sobre a qualidade e eficácia. Em tempos de fake news então… Óbvio que existem motivos para que os genéricos sejam mais baratos que os medicamentos de referência. E vamos mostrar quais são.

Os genéricos têm características iguais e devem produzir o mesmo efeito que medicamentos de marca (referência). Além disso, passam por testes rígidos para garantir sua qualidade e eficácia. Por isso são aprovados em testes de bioequivalência e biodisponibilidade apresentados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Apesar de volta e meia ainda surgir o “se são iguais, por que são mais baratos?” envolto em uma nuvem de desconfiança. O percentual de remédios genéricos vendidos no Brasil já supera 60% do total de vendas, segundo dados da Anvisa. Uma realidade muito próxima de Estados Unidos e União Europeia, por exemplo. Mas, afinal, porque os remédios genéricos são mais baratos?

Há dois motivos principais: os investimentos em estudos clínicos e a publicidade. Em geral, os medicamentos genéricos são mais baratos pois neles não estão incluídos custos relacionados à pesquisa para desenvolvimento de seu princípio ativo (fármaco). Além disso, como não possuem marca, não há gastos com propagandas, resultando no barateamento do produto.

Por isso é tão importante reforçarmos que o fato de os remédios genéricos chegarem por valores mais baixos ao consumidor final não tem nenhuma relação com a ação esperada do medicamento.

Para chegar ao mercado, os medicamentos genéricos são submetidos a rigorosos testes pela Anvisa. Por sua vez, a agência garante que o medicamento tem a mesma qualidade e eficácia que o de marca. Por isso – e com orientação médica -, o genérico pode substituir o medicamento de referência.

Entre as vantagens apontadas pela Anvisa estão a disponibilidade de medicamentos de 35% a 50% mais baratos que o medicamento de marca, a possibilidade de concorrência e a facilidade de acesso a remédios com qualidade, segurança e eficácia certificadas.

Entender as diferenças entre os diferentes tipos de medicamentos é um passo importante para desfazer desinformações existentes. Os genéricos são aqueles que não têm nome comercial e são vendidos a partir de seu princípio ativo. Apresentam o mesmo princípio ativo, forma farmacêutica e devem ser administrados pela mesma via que o medicamento de referência.

Já o medicamento de referência é o que envolve uma fórmula inovadora. Ou seja, um remédio novo registrado no país. O laboratório desenvolvedor da fórmula ganha o direito de exclusividade de comercialização durante o período de patente – que dura entre 10 e 20 anos.

Por fim, o medicamento similar intercambiável é aquele que possui os mesmos princípios ativos, forma farmacêutica, via de administração, posologia, indicação terapêutica e dose que o medicamento referência. Porém, pode ser diferente do remédio de referência no tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem e excipientes.

A autora é farmacêutica do Consulta Remédios

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