09 de junho de 2026

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Programa de inclusão contribui para o mercado de trabalho


Por dmais Publicado 26/02/2016 às 16h19 Atualizado 23/02/2026 às 18h24
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Oportunidade de aprender e de ensinar. Esta é a definição da auxiliar administrativa Louise Ribeiro da Silva, de 26 anos, sobre o trabalho que realiza na área jurídica do Grupo Uninter. Aos dois anos de idade, ela foi diagnosticada com surdez e, naquele momento, começou uma luta em busca de igualdade.

Como é o dia a dia

Adaptada e feliz no ambiente de trabalho, ela explica que aprende muito no dia a dia e que aos poucos está ensinando a Língua Brasileira de Sinais (Libras) aos colegas. Com o tempo vai ficando mais fácil a comunicação e a convivência. Cresci em um ambiente de aceitação, tenho o apoio da família e, por isso, sigo em frente, procurando evoluir. Louise completou o Ensino Médio, está terminando o Supletivo e tem planos de dar continuidade aos estudos na graduação.

Como funciona o Programa

Em 2015, a Uninter iniciou um trabalho de capacitação em parceria com a Universidade Livre para a Eficiência Humana (Unilehu), com o objetivo de ampliar o número de contratações de pessoas com deficiência. Além disso, iniciou um programa de preparação com os colaboradores, que foram envolvidos em dinâmicas para entender como ajudar a pessoa com deficiência na integração com o ambiente de trabalho.

Atendimento psicológico especializado

Para que todas as etapas do programa alcancem os resultados esperados, há cinco meses a psicóloga Silvia Domingos, com deficiência auditiva, foi contratada para acompanhar o trabalho dessas pessoas e dos gestores e equipes que trabalham diretamente com elas. Todos têm algum tipo de limitação, e existe o hábito de um tratamento diferenciado apenas porque podem ver algumas diferenças na pessoa com deficiência. O primeiro passo para melhorar isso é perguntar, conversar direto com a pessoa, destaca Silvia.

Percepção para lidar com a realidade

A psicóloga é enfática sobre a importância da sociedade em se comunicar para a mudança dessa realidade. Ao invés de pegar no braço de uma pessoa com deficiência visual para levá-la a algum lugar, pergunte como é possível ajudá-la, direcioná-la para o lugar que precisa ir. Se precisar ajudar um cadeirante a transpor um obstáculo, pergunte a ele como deve agir, pois ele lida com isso diariamente e com certeza tem a melhor resposta.

 

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