09 de junho de 2026

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Perfeccionismo nas organizações


Por dmais Publicado 02/08/2014 às 14h17 Atualizado 23/02/2026 às 17h48
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Durante as entrevistas de emprego, a tradicional pergunta sobre qualidades e defeitos dos candidatos divide opiniões quando a característica citada é o perfeccionismo. Este traço de personalidade, de acordo com uma pesquisa americana, está presente em duas a cada cinco pessoas e tem mais relevância para o ambiente organizacional do que muitos imaginam. 

Mas não é a preocupação com os resultados que gera problemas e sim o nível de exigência em relação a si mesmo e aos demais colegas. Existem pessoas que buscam a perfeição sem comprometer sua autoestima e o trabalho desenvolvido. Porém, o que gera implicações negativas no dia a dia de muitos homens e mulheres é um sentimento de que serão aceitos somente se forem perfeitos. Eles consideram seus erros como defeitos pessoais, o que causa muita ansiedade e um círculo vicioso que parece não ter fim, explica a psicóloga Salete Martins.

Para a gerente financeira Sandra Menezes, a autocrítica constante e a necessidade de chegar à perfeição em todas as suas atividades nunca comprometeu o desempenho profissional, mas gerava ansiedade e angústia com frequência. Eu sempre acreditei que precisava mostrar que podia fazer certo, perfeito e, independente dos resultados, a ansiedade constante em relação à expectativa dos outros era o que me deixava mais preocupada, lembra Sandra.

Há alguns meses, a gerente iniciou um acompanhamento para superar o medo de dirigir e percebeu que o perfeccionismo era a causa da ansiedade constante em várias áreas de sua vida, não apenas profissional. Os perfeccionistas, de maneira geral, não estão preocupados apenas com uma atividade desenvolvida por eles, mas com várias, quando não com todas. E é natural querer entregar os melhores resultados no trabalho e apresentar um bom desempenho no trânsito, por exemplo. No entanto, quando as cobranças em relação ao próprio desempenho começam a ficar tão fortes a ponto de evitar algumas atividades como dirigir ou mesmo procrastinar o trabalho, isso representa um alerta importante que não deve ser ignorado, analisa a psicóloga.

Depois de evitar assumir o papel de motorista por mais de dois anos, apesar de ter carteira de habilitação, Sandra voltou ao trânsito em maio e descobriu outros benefícios ao superar o medo de dirigir. Os exercícios de respiração, por exemplo, me ajudam tanto na direção do carro quanto no controle da ansiedade no meu trabalho. Continuo atenta para entregar os melhores resultados possíveis, mas a diferença é que consigo trabalhar sem o peso da ansiedade constante, destaca a gerente financeira.

 

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