09 de junho de 2026

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Novos empreendedores querem lucro, mas com respeito ao social


Por dmais Publicado 22/02/2013 às 18h53 Atualizado 23/02/2026 às 17h14
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A nova geração de empreendedores que está surgindo procura criar empresas que se inspiram cada vez mais na visão humanista das sociedades e nas organizações não governamentais. Parece que a sociedade, em alguns aspectos, se organiza sozinha não depende de ações de governo. As empresas iniciantes, principalmente, da área de internet, conhecidas no mercado como startups – estão abraçando projetos cada vez mais parecidos com as propostas das organizações não governamentais. São empreendedores que trabalham para pôr em prática negócios que criam impacto social e, ao mesmo tempo, geram receitas e atraem dinheiro de potenciais investidores.

 

O engenheiro de produção Diogo Tolezano é um dos que já embarcaram nessa tendência. Ele administra, com três sócios, uma empresa especializada na venda de alimentos orgânicos. O negócio surgiu do interesse dos empresários em difundir o que definem como comércio justo, que busca garantir remuneração adequada a todos os envolvidos no processo de produção, distribuição e venda de um produto. A empresa surgiu de um sonho ambicioso, o de mudar a forma de consumo no mundo. A opção pelos alimentos orgânicos se deu pelo fato de que os princípios deste mercado, da produção à distribuição, são semelhantes aos nossos, diz Tolezano.

 

Todas as encomendas da nossa empresa seguem para os clientes com o porcentual do lucro já distribuído aos produtores, distribuidores e responsáveis pela entrega – essa cadeia fica com cerca de 16% da margem líquida. Priorizamos relações de longo prazo. Buscamos produtores pequenos, que desenvolvem suas escalas com o nosso próprio crescimento, afirma. A empresa de Tolezano acaba de passar por um processo de aceleração em uma instituição especializada em preparar startups para o aporte de fundos de investimento. Ainda administrado apenas pelos sócios, o empreendimento acaba de inaugurar uma loja virtual.

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