09 de junho de 2026

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Estórias de empreendedores que ensinam


Por dmais Publicado 25/05/2013 às 14h42 Atualizado 23/02/2026 às 17h21
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O uso e a habilidade de contar estórias para motivar grupos e indivíduos, talvez seja uma das formas mais antigas, agradáveis e eficientes para demonstrar uma determinada situação. De maneira lúdica, estórias bem construídas e contadas, dessas que prendem a atenção do começo ao fim, trazem ricas lições e reflexões na vida e no trabalho. Selecionei uma interessante, bem próxima da realidade. Boa leitura!

 

O empreendedor que vendia cachorros quentes

“Um homem e sua família moravam à beira de uma estrada e vendia cachorros-quentes, para viver. Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia excelentes cachorros quentes. Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava. Por causa do seu dinamismo empreendedor as vendas foram aumentando e, cada vez mais, ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender uma grande quantidade de fregueses.

 

Com o sucesso no negócio, mandou filho estudar na capital

O negócio prosperava e seu cachorro quente era o melhor de toda região! Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola para o filho. O menino cresceu e foi estudar economia numa das melhores faculdades do país. Anos depois, finalmente já formado, já ‘doutor’, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vidinha de sempre – prosperando – mas sem grandes alterações: qualidade do produto e divulgação. Mas ainda sem ler jornais e outros noticiários. Então o rapaz teve uma séria conversa com o pai:- Pai, então você não ouve rádio? Você não vê televisão e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso país é crítica. Esta tudo ruim. O Brasil vai quebrar. Depois de ouvir as considerações do filho doutor, o pai pensou:- Bem, se meu filho que estudou economia, lê jornais, vê televisão, acha isto, então só pode estar com razão. E, com medo da crise, o pai começou a tomar algumas providências: procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, de pior qualidade); começou a comprar salsichas mais baratas (também de pior qualidade). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda. Abatido pela noticia da crise já não tinha ânimo para oferecer seu produto em voz alta.

 

Conselhos do filho valem ‘ouro’

Tomadas providencias, as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis. O negócio de cachorros quentes do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar economia na melhor escola, quebrou.

O pai, triste, então falou para o filho:

– Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise.

E comentou com os amigos, orgulhoso:

– Bendita hora em que eu fiz meu filho estudar. Graças a ele a crise não me pegou de surpresa!”

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