09 de junho de 2026

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Entrevista com Heródoto Barbeiro sobre os rumos do jornalismo e a operação lava jato


Por dmais Publicado 02/05/2017 às 20h32 Atualizado 23/02/2026 às 19h15
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Heródoto Barbeiro, jornalista com vasta experiência em televisão e rádio, autor do livro Manual de Jornalismo, foi o palestrante convidado do Centro Universitário Internacional Uninter para palestra que celebrou o Dia do Jornalista. No evento, Barbeiro falou sobre os novos rumos do jornalismo, o avanço para as mídias sociais, a profissão multiplataforma, a diversidade de opiniões e ainda sobre o papel do jornalista em meio à crise política pela qual o Brasil está passando. Curitiba é a segunda capital política do país, depois de Brasília. Os temas debatidos são de interesse público, não só comunicadores ou estudantes da área, como explica Barbeiro. O mundo está em constante mudança, a cada dia uma nova lei ou reforma atinge a todos nós, e o nosso papel como jornalistas é atualizar as pessoas e prepará-las para enfrentar as novidades e embasá-las sobre como devem agir, os prós e os contras.

Qual o futuro do jornalismo investigativo?

Não existe jornalismo que não seja investigativo. Qualquer noticia demanda de apuração, acuidade e dúvida. Faz parte do código de ética jornalística duvidar sempre e dúvida só se dirime com investigação. Ela é um dos pilares da credibilidade do jornalista e da plataforma para a qual trabalha.

Como a grande mídia tem sido usada para distorcer informações e/ou ocultar fatos da população?

Não é mais possível ocultar fatos. Com o advento das mídias sociais o antigo oligopólio de comunicação se desfez. Qualquer pessoa pode capturar uma informação e divulgar na rede, e se souber transformar uma informação em noticia vira jornalista.

A Polícia Federal não está sendo irresponsável em divulgar informações à grande mídia, gerando tumultos e mais recessão como foi a operação ‘carne fraca’?

As informações da Polícia  Federal não foram vazadas. Foram divulgadas em uma entrevista coletiva, logo a responsabilidade pela repercussão é da PF e não da mídia que fez o papel de divulgar.

Em que estágio de consciência política você acha que está o brasileiro?

Dando alguns passos graças às mídias sociais. Está tomando consciência do que é ser cidadão, contribuinte e consumidor. A mídia tradicional e digital está dando uma boa contribuição.

Quais dicas você dá para os futuros jornalistas?

É preciso saber a importância do jornalismo para a construção de uma sociedade democrática. Treinar sempre a buscar a isenção, interesse público e a credibilidade. Sem isso  vai ser difícil viver um  mundo de rápidas e constantes mudanças.

FRASE:

O único capital insubstituível de uma organização é o conhecimento e a habilidade do seu pessoal. A produtividade desse capital depende do quão efetivamente as pessoas dividem sua competência com aqueles que podem usá-la.

(Andrew Carnegie)

Hamilton Fonseca | Headhunter | [email protected]

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