21 de julho de 2026

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Microplástico


Por dmais Publicado 10/09/2019 às 15h18 Atualizado 23/02/2026 às 19h38
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Giovani Marino Favero

Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEPG

[email protected]

 

Talvez você não tenha pensado dessa maneira, mas vivemos a Era do Plástico. Celulares, embalagens, potes, computadores, roupas, olhe ao seu redor e veja quanto de plástico existe.

O que você não sabe é que no ar que respiramos, no sal, na cerveja, em mais de 80% das águas de torneira do mundo estão contaminadas com microplástico.

Essas partículas microscópicas não são visíveis a olho nu e estão em todo o lugar. Estudos apontam que até 2050 o oceano poderá conter mais peso em plástico do que de peixes.

Os microplásticos atuam como captador de Poluentes Orgânicos Persistentes que podem causar disfunções hormonais, imunológicas, neurológicas e reprodutivas, fixando-se no tecido adiposo.

Sugere-se que quem consome frutos do mar regularmente, ingere mais de dez milhões de partículas de microplásticos por ano.

Grande parte das roupas possuem fibras têxteis sintéticas como o poliéster, toda vez que são lavadas em máquinas, o choque mecânico intenso faz com que essas partículas sejam liberadas no esgoto e posteriormente no meio ambiente.

O simples atrito dessas roupas com fibras sintéticas gera e libera no ar os microplásticos. Um recente estudo francês estimou que por ano três toneladas de microplásticos atingem a superfície das cidades.

Outro trabalho realizado na Noruega apontou que o atrito do pneu com o asfalto emite cerca de 20 gramas de microplástico a cada 100 km/ano/pessoa, computando a média rodada anualmente, seria algo em torno de 1 kg de microplástico/pneu/ano/pessoa. Os pneus possuem além da borracha um plástico, o estireno butadieno (SBR).

Some as roupas, pneus, as tintas látex e acrílicas, microesferas de cosméticos, canudinhos, e inúmeros outros objetos que com o atrito emitem essas micropartículas.

A abundância desses compostos gerados chega a um ponto assustador, um exemplo descrito recentemente realizado pelo pesquisador Gregory Wetherbee encontrou fibras plásticas microscópicas coloridas em amostras de chuva recolhidas nas montanhas rochosas americanas.

Então, se conforme, hoje você é feito de carne, osso e plástico.

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